terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Que 2010 venha !!!! e com ele um novo tempo para todos(as)!!!!

A partir de hoje o Blog do PT/Iperó entra em recesso. Desejando a todos os leitores e leitoras um Feliz Natal e uma excelente passagem de ano junto a amigos e familiares. Estaremos juntos em 2010 para encarar todos os desafios do Brasil, do nosso Estado e da nossa querida Iperó.

A partir do dia 4 de janeiro retornamos a nossa luta atraves do blog, afinal, ano de eleição.

Temos que ter em nossas mentes e corações, que o  Ano de 2010 é o ano de darmos continuidade ao projeto de desenvolvimento nacional que esta transformando o Brasil.


Que 2010 venha !!!! e com ele um novo tempo para todos(as)!!!!

Abraços

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

PED Macros - Conheça a relação de novos coordenadores eleitos às Macros


Mais de 3.600 delegados(as) elegeram 19 executivas regionais para os próximos três anos

As 19 macrorregiões do PT paulista elegeram, nos dias 12 e 13 de dezembro, sua nova coordenação. Neste fim de semana, mais de 3.600 delegados(as) participaram dos Encontros das Macrorregiões, quando foram definidos os nomes que coordenarão o trabalho regional pelos próximos três anos.

As eleições das coordenações das Macrorregiões foram feitas após os debates sobre conjuntura política, eleições 2010 e organização partidária. Os (as) coordenadores (as) foram eleitos em separado.

As Comissões Executivas das macrorregiões deverão ser compostas de no mínimo 5 (cinco) membros, sendo 1 (um) coordenador (a); 1 (um) vice- coordenador (a); 1 (um) secretário (a) geral; 1 (um) secretário (a) de finanças; 1 (um) secretário (a) de formação política, podendo ainda ter outros secretários (as) de acordo com as necessidades da Região.

Relação dos Novos Coordenadores (as):

· ABCD – HUMBERTO TOBÉ

· ALTA PAULISTA – SIDNEY APARECIDO

· ARACATUBA – FERNANDO ZAR

. ASSIS – KITA AMORIM

· BAIXADA SANTISTA – EMERSON DOS SANTOS

· BAURU – EVERTON RODRIGUES

· CAMPINAS – CRISTINA - Reeleita

· CAPITAL – VER. DONATO

· GUARULHOS – VER. Prof.ª MARISA SÁ

· ITAPEVA - JOAQUIM

· MOGIANA – ISMAR HERNANI

· NOROESTE PAULISTA – LUIZ SPECIATTO

· OSASCO – WALDIR ROQUE

· PRESIDENTE PRUDENTE – MARCOS VINHA

· RIBEIRÃO PRETO – MOACIR CAPURUSSU

· SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – VER. GABRIEL MATIOLI

· SOROCABA – MAURÍCIO RUIZ

· VALE DO PARAIBA – VER. ROSE GASPAR

· VALE DO RIBEIRA – RAUL CALAZANS - Reeleito

PT cresce na preferência da população, aponta pesquisa Vox Populi


O Partido dos Trabalhadores vem crescendo de forma significativa na preferência da população brasileira. De acordo com pesquisa da VoxPopuli, realizada entre 31 de outubro e 5 de novembro em 170 municípios do país, o PT saltou de 19% em março de 2004 para 30% em outubro deste ano na preferência partidária da sociedade. Já a rejeição, caiu de 8% para 7% no mesmo período. Para 36% dos entrevistados, o PT é o partido que mais ganha importância política e possui lideranças fortes.

A simpatia do povo brasileiro também é do PT, com cerca de 60%. O número também vem evoluindo. Em maio de 2008, eram 48% os entrevistados simpatizantes. Apenas 2% acreditam que é um partido com pouca força política.

A atuação do partido nas questões econômicas e sociais também foi avaliada. Para quase 70% da população, o PT tem papel importante e colabora de forma efetiva no crescimento da economia brasileira. 66% dos entrevistados também se mostram confiantes sobre esse assunto e acham que a economia encontra-se em pleno processo de progressão. Para 59% tem expectativas bastante positivas também para os próximos meses.

Os dados foram apresentados pelo presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, que esteve presente na tarde de segunda-feira (14) na última reunião ordinária do ano do Diretório Estadual do PT de São Paulo.

Após a apresentação, Berzoini fez uma análise da conjuntura política e ressaltou, sobretudo, a importância do arco de alianças tanto em nível nacional, quanto estadual a fim de que se consolide o projeto democrático popular colocado em prática pelo Governo Lula, com continuidade e aprofundamento das políticas implantadas.

Apesar dos grandes desafios a serem superados em 2010, Berzoini se mostra confiante e destaca o potencial de crescimento do PT no Brasil, pela sua base e capilaridade conquistadas ao longo dos 30 anos e pela situação econômica e social favorável que se encontra o país, reconhecida internacionalmente.

PT-SP

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

PT - Eleição da nova Coordenação da Macro Sorocaba


Com a presença de 78 delegados, realizou-se no último domingo dia 13 na cidade de Sorocaba nas dependências do Sindicato dos Metalúrgicos a eleição da nova Coordenaço da Macro Sorocaba.

Estiveram presentes no Encontro: Dep. Estadual Hamilton Pereira, Representante do MEC Iara Bernardi, Juvenil Cirelli Vice Prefeito de Salto, Sr. Justo Vice Prefeito de Aluminio, Vereadores: Izidio e França por Sorocaba, Pof. Eduardo por Ibiúna, Raisuli e Divaldo ( Garotinho) por Salto, Vicente Menezes por Tatui, Deia por Mairinque, Marcão por Votorantim, Sergio Neri por Iperó, Fuaad por Itapetininga, e o companheiro Triniti representando os novos Presidentes do PT da Macro Sorocaba.
Estiveram presente ao Encontro aproximadamente 150 pessoas. Para a nova direção da Macro houve entendimento entre as correntes e assim tivemos uma chapa única que foi aprovada por aclamação, assim como o aumento da Executiva que era de 5 membros e agora será de 7 mais o Coordenador.
Para Coordenador não houve entendimento entre as correntes assim houve duas candidaturas: Geninho pela corrente PTLM, com domicilio eleitoral em Mairinque; Mauricio Ruiz pela corrente Movimento PT, com domicilio eleitoral em Salto.
Geninho obteve 28 votos e Mauricio 49 votos tendo um voto em branco. totalizando 78 votantes.
Assim Mauricio Ruiz é o novo Coordenador eleito da Macro Sorocaba que tomará posse juntamente com os novos membros da Coordenação em fevereiro de 2010, quando será também empossada a nova Direção Nacional, Estadual, Municipal e Zonal do PT-SP.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Agricultores da região de Sorocaba serão os primeiros a fornecer para a merenda escolar no Estado


Agricultores familiares de nove cooperativas e associações da região de Sorocaba passarão a abastecer a Prefeitura de São Bernardo do Campo, inaugurando no estado de São Paulo a aplicação da Lei Federal nº 11.947/2009. A referida norma determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos da alimentação escolar, repassados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), para a compra de produtos da agricultura familiar.

Os produtores organizados nos municípios de Araçoiaba da Serra, Capela do Alto, Iperó, Juquiá, Pilar do Sul, Porto Feliz e Sorocaba já participam do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), coordenado pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento Social). A experiência, que exige uma série de iniciativas dos agricultores, como a organização em cooperativas ou associações, planejamento da produção e controle de qualidade, levou os produtores da região a serem os primeiros a ter know how para atender a Lei Federal.

Desde o dia 23/11, a prefeitura de São Bernardo do Campo está recebendo o credenciamento de fornecedores de produtos da agricultura familiar, processo que se encerra em 14/12, segundo o edital de chamada pública. Tendo em vista que em 2009 o FNDE deve repassar cerca de R$7,59 milhões ao Município para investimento na merenda escolar, somente para a aquisição de produtos da agricultura familiar estarão disponíveis pelo menos R$2,27 milhões.

A classificação e seleção dos fornecedores da agricultura familiar é feita por uma Comissão de Implantação, Acompanhamento e Execução do Programa. A iniciativa, além de fortalecer os produtores da agricultura familiar, permite a oferta de alimentação saudável nas unidades educacionais.

Articulação Regional

A articulação para que as prefeituras apliquem a Lei nº 11.947 iniciou em Sorocaba numa parceria entre produtores, o mandato do deputado estadual Hamilton Pereira (PT) e o Sindicato Rural de Sorocaba e Região. As prefeituras de Osasco e Votorantim também aceitaram aplicar a Lei. Um levantamento sobre o que é produzido na região já está sendo feito pela equipe de nutricionistas que elabora o cardápio da merenda escolar nesses municípios.

Tendo em vista que cada produtor com DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) pode vender o limite máximo de R$9 mil por ano, para Para atender o potencial mínimo financeiro (30%) de compra de produtos da agricultura familiar dos municípios de São Bernardo do Campo, Osasco e Votorantim, são necessários 498 agricultores familiares.

As nove cooperativas e associações organizadas da região reúnem cerca de 900 produtores. Nos três municípios cerca de 340 mil crianças recebem merenda escolar. “As políticas que o Governo Lula tem desenvolvido para a Agricultura Familiar, mais do que uma oportunidade para ampliar as vendas, está garantindo ao produtor algo que nunca lhe será tirado, que é sua capacidade de organização”, salienta Hamilton Pereira. “O que estamos assistindo na nossa região é resultado pura desse investimento, que está permitindo aos agricultores demonstrarem que podem chegar muito longe se estiverem articulados”, completa.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Edinho Silva é reeleito presidente estadual do PT

Edinho Silva foi reeleito para a presidência estadual do PT de São Paulo e continua à frente do Diretório Estadual nos próximos três anos. O resultado, com mais de 90% dos votos válidos conquistados pelo dirigente, mostra o grau de unidade dentro do PT Paulista.

De acordo com dados da Secretaria de Organização do PT-SP, do total de 102 mil votos válidos apurados, Edinho recebeu 83.488, ou seja, 90,7%. O segundo colocado, o ex-deputado Renato Simões teve 6.024 votos, correspondente a 6,5%. Em seguida ficou José Carlos Miranda com 1.391 (1,5%) votos e Misa Boito, com 1.125 (1,2%).

Para o presidente, a votação é um reconhecimento do trabalho realizado nos últimos dois anos à frente do Diretório que visou, especialmente, a unificação e o fortalecimento do partido. Segundo ele, em 2010, o PT terá grandes desafios, principalmente no estado de São Paulo, onde se concentram 23% do eleitorado brasileiro. "A unidade é importante para trabalharmos um palanque forte, junto com nossos aliados, para a candidatura da Ministra Dilma e para viabilizarmos em São Paulo um projeto alternativo que responda, de fato, os principais problemas da população paulista".

O dirigente também citou questões que devem pautar a organização do PT no estado nos próximos anos como a Reforma Política, a retomada do diálogo com a juventude e o tema meio ambiente.

Eleições internas do PT têm recorde de participação em São Paulo




Número de filiados que foram às urnas no último dia 22 já é 30% maior que o registrado no último PED, em 2007

As eleições internas do PT para a escolha das novas direções em todos os níveis (municipal, estadual e nacional) mobilizaram os filiados no estado de São Paulo. A votação teve número recorde de participantes. Até agora, o crescimento em relação à participação em 2007 é de 31% e 115% comparado a 2001, primeiro ano de PED (Processo de Eleição Direta) do PT.

A estimativa é que tenham participado este ano aproximadamente 103 mil filiados. O último boletim divulgado pela Secretaria de Organização do PT-SP, na noite de ontem, dia 25, já contabilizava 101 mil votos. Os números finais devem ser divulgados ainda hoje.

No último PED realizado em 2007, 77.158 filiados foram às urnas no estado de São Paulo. O número é bem superior ao de 2001, quando compareceram 46.836 filiados.

Hoje, o PT está organizado em 622 municípios do estado, sendo 457 Diretórios Municipais e 165 Comissões Provisórias. Entre outubro e novembro foram realizados cinco debates entre os candidatos à presidência estadual do PT-SP, abrangendo capital e interior do estado.

Lição de democracia: eleições internas do PT levaram 518.912 filiados às urnas


A Comissão Organizadora Eleitoral do PED 2009 divulgou nesta quarta-feira (2) o resultado final das eleições internas do PT na disputa pela direção nacional do partido.

A totalização mostra recorde de participação de filiados na história do PED, que acontece desde 2001. Foram às urnas no dia 22 de novembro 518.912 petistas. No PED anterior, em 2007, haviam votado 326 mil.

Os números confirmam a vitória de José Eduardo Dutra para presidente nacional do PT, com 57,9% dos votos válidos, e definem a distribuição de vagas nas instâncias nacionais do partido, de acordo com as porcentagens obtidas pelas chapas na eleição.

Também ficou definida a composição de delegados para o IV Congresso Nacional do PT, que acontece em fevereiro do ano que vem.

Confira abaixo os resultados completos e as composições:

Votação para presiodente nacional do PT

José Eduardo Dutra - 274.419 votos (57,9%)
José Eduardo Cardozo - 81.372 votos (17,2%)
Geraldo Magela - 58.919 votos (12,4%)
Iriny Lopes - 50.759 votos (10,7%)
Markus Sokol - 4.965 votos (1%)
Serge Goulart - 3.241 votos (0,7%)
Brancos e nulos - 44.517 votos

Votação para as chapas nacionais

O Partido que Muda o Brasil - 252.114 (55,1%)
Mensagem ao Partido - 72.820 (15,9%)
Esquerda Socialista - 48.115 (10,5%)
Movimento: Partido para Todos - 43.475 (9,5%)
Partido para Todos - 25.341 (5,5%)
Contraponto - 6.413 (1,4%)
Terra, Trabalho e Soberania - 5.937 (1,3%)
Virar à Esquerda - 3.407 (0,7%)

Composição do Diretório Nacional (81 cadeiras)

O Partido que Muda o Brasil - 45 cadeiras
Mensagem ao Partido - 13 cadeiras
Esquerda Socialista - 8 cadeiras
Movimento: Partido para Todos - 8 cadeiras
Partido para Todos - 4 cadeiras
Contraponto - 1 cadeira
Terra, Trabalho e Soberania - 1 cadeira
Virar à Esquerda - 1 cadeira

Composição da Comissão Executiva Nacional (18 vagas)

O Partido que Muda o Brasil - 10 vagas
Mensagem ao Partido - 3 vagas
Esquerda Socialista - 2 vagas
Movimento: Partido para Todos - 2 vagas
Partido para Todos - 1 vaga

Também fazem parte da Executiva, bem como do DN, o presidente nacional do PT e os líderes das bancadas do partido na Câmara Federal e no Senado.

Delegados para IV Congresso (1.350 vagas)

O Partido que Muda o Brasil - 744
Mensagem ao Partido - 215
Esquerda Socialista - 142
Movimento: Partido para Todos - 128
Partido para Todos - 75
Contraponto - 19
Terra, Trabalho e Soberania - 17
Virar à Esquerda - 10

Triniti é eleito presidente do diretório local do PT


O candidato recebeu 245 votos contra 39 do ex-vereador Arnô Pereira.

José Carlos Triniti Fernandes é o novo presidente do diretório do PT (Partido dos Trabalhadores) em Sorocaba. Ele foi eleito neste domingo por 245 votos contra o ex-vereador Arnô Pereira, que recebeu 39 votos.

Triniti é filiado ao partido desde 1986 e iniciou sua atuação no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba. Apesar de nunca ter se candidatado a um cargo eletivo, ele já atuava na diretoria executiva do partido.

A candidatura de Triniti teve apoio das três principais correntes do Partido, PT de Lutas e de Massa, Construindo um novo Brasil e Mensagem ao Partido.

Como novo presidente do PT, Triniti diz que pretende trabalhar pela união do partido. "Queremos reunir todas as lideranças em prol do fortalecimento da legenda na cidade, já visando as próximas eleições municipais."


O candidato derrotado Arnô Pereira, que pela segunda vez disputou a presidência do diretório do partido, disse que está pronto a dar apoio à nova diretoria.

Resultados nacional e estadual saem nesta segunda.


O resultado oficial das eleições dos diretórios nacional e estadual do PT deve ser divulgado nesta segunda-feira pelo partido.


Em todo o Brasil, a previsão era de que 1.350 milhão de petistas fossem às urnas ontem.


Em Sorocaba, dos 754 petistas aptos a votar, 294 compareceram para votação, ou seja, 38,9%. O quórum mínimo de votação é de 15%. Os novos presidentes assumem em fevereiro.

FONTE: BLOG BACAROÇO

Voltamos....

Depois de um período, vamos dizer assim, de recesso, onde tivemos alguns problemas, pessoais, extruturais, tarefas como processo de eleição direta do PT - PED 2009, onde elegemos as novas direções Nacional, Estadual, Municipal e Zonal do PT.

Aqui em Iperó temos 110 filiados aptos a votar, 46 votaram, ou seja 42% , superando o quorum minimo de 15%, foi eleito o companheiro Luizinho Popst, que tomará posse em fevereiro de 2010 no lugar do companheiro Renato Silva Américo, que presidiu o PT/IPERÓ na Gestão 2006/2007 e 2008/2009.

Enfim... estamos de volta, agora com as baterias recarregadas e prontos para os novos desafios, começamos o ano em festa, pela passagem para 2010 e pelas comemorações dos 30 anos de existência do PT, esse ano para nós petistas promete ser inesquecível!!!!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Em defesa da democracia e do MST



FONTE: Folha de S. Paulo - 21 de setembro de 2009

PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO, PEDRO TIERRA e OSVALDO RUSSO

Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva, por que o agronegócio teme tanto a atualização dos índices de produtividade?

A RECONSTRUÇÃO da democracia tem exigido enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por 20 anos de repressão, até a invenção de novas formas de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo.

Isso tem implicado apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de 500 anos os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos, participantes legítimos da produção da riqueza e beneficiários da sua partilha.

O ódio das oligarquias jamais perde de vista um desses novos instrumentos de organização e luta: o MST.

Esse movimento paga diariamente com suor e sangue -como há pouco no Rio Grande do Sul- por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade: o monopólio da terra.

O gesto de levantar sua bandeira se traduz numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Não podemos considerar uma República um país em que 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel.

Menos ainda uma democracia.

A Constituição determina que latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias-primas para a produção de drogas devem ser destinados à reforma agrária. No entanto, os sucessivos governos têm sido negligentes.

À ousadia dos trabalhadores rurais de garantir direitos constitucionais, pressionando autoridades com ocupações pacíficas, soma-se outra ousadia, também intolerável: a disputa legítima e legal do orçamento público.

Em 40 anos, desde a criação do Incra, cerca de 1 milhão de famílias rurais foram assentadas -mais da metade de 2003 pra cá. Para viabilizar a atividade dessas famílias, para integrá-las ao processo produtivo de alimentos e divisas no novo ciclo de desenvolvimento, é necessário travar a disputa por investimentos públicos.

Daí resulta o ódio dos ruralistas e do grande capital, habituados ao acesso exclusivo ao crédito, a subsídios e ao perdão periódico de dívidas.

O compromisso do governo de rever os critérios de produtividade responde a uma bandeira de 40 anos de lutas. Ao exigir a atualização, os trabalhadores do campo só estão exigindo o cumprimento da Constituição e a incorporação dos avanços científicos e tecnológicos aos métodos de medir a produtividade agrícola.

É contra essa bandeira que a bancada ruralista do Congresso reage e ataca o MST. Como represália, buscam mais uma vez articular uma CPI contra o MST. A terceira em cinco anos.

Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva, como alardeia o agronegócio, por que temem tanto a atualização desses índices?

Por que nunca foi criada uma CPI para analisar os recursos públicos destinados à classe patronal rural?

Seria possível responder a algumas perguntas tão simples como: O que ocorreu ao longo desses 40 anos no campo brasileiro em termos de ganho de produtividade? Quanto a sociedade investiu para que uma verdadeira revolução tecnológica tornasse a agricultura capaz de alimentar nosso povo e se afirmar como uma das maiores exportadoras de alimentos? Quantos perdões da dívida agrícola foram oferecidos pelos cofres públicos aos grandes proprietários de terra?

O ataque ao MST extrapola a luta pela reforma agrária. É um ataque contra os avanços democráticos conquistados na Constituição -como o que estabelece a função social da propriedade agrícola- e contra os direitos imprescindíveis para a reconstrução democrática. É, portanto, contra isso que se levantam as lideranças do agronegócio e seus aliados.

E isso é grave. É uma ameaça não só contra os movimentos dos trabalhadores mas também contra toda a sociedade. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que custou os esforços e mesmo a vida de muitos brasileiros, que está sendo posta em xeque e violentada.

É por essa razão que se arma uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o MST -no Congresso, nos monopólios de comunicação e nos lobbies de pressão nas esferas de poder.

Trata-se de criminalizar um movimento que se mantém como uma bandeira acesa, inquietando a consciência democrática do país: a nossa democracia só será digna desse nome quando incorporar todos os brasileiros e lhes conferir, como cidadãos, o direito a participar da partilha da riqueza que produzem ao longo de suas vidas, com suas mãos, talento e amor pela pátria de todos nós.

PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO , 79, é presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária). Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-1991) e consultor da FAO.

HAMILTON PEREIRA , o Pedro Tierra, 61, é poeta e membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo.

OSVALDO RUSSO , 61, estatístico, é diretor da Abra e coordenador do núcleo agrário nacional do PT. Foi presidente do Incra (1993-1994).


sábado, 22 de agosto de 2009

Outra “morte anunciada” do PT

Hoje (21/08), segundo editorial do jornal Cruzeiro do Sul, é “o dia em que o PT acabou”. Mais uma das sucessivas “mortes anunciadas” -- estabelecidas por editorialistas da grande mídia brasileira, especialista em distribuir lições éticas que não segue -- a que o partido é submetido desde que, rompendo a tradição histórica dos acordos por cima, foi fundado, no início dos anos 80, por sindicalistas, militantes de movimentos sociais, integrantes das comunidades eclesiais de base e intelectuais críticos.

A história real, no entanto, tem sido outra. Nestes 30 anos, o PT cresceu e enraizou-se no imaginário popular como a alternativa política adequada à necessária mudança no padrão secular de exclusão social e concentração de renda vigente no Brasil praticamente desde o descobrimento. E transformou-se, neste curto espaço de tempo, no maior partido brasileiro.

O PT está à frente, hoje, de um governo que orgulha a nação, ao provar na prática a sua tese de que é possível e necessário conciliar crescimento econômico com distribuição de renda e combate à miséria. E não são só os petistas ou os quase 70% da população brasileira que consideram o Governo Lula bom ou ótimo que afirmam isso. São intelectuais, governantes e a opinião pública internacional. O Brasil foi elevado, hoje, a global player no cenário mundial.

O editorial em tela repete, também, a velha estratégia. Quem era demonizado por seu “radicalismo”, ao abandonar o partido, passa a ser exemplo de coerência e coragem. Foi assim no colégio eleitoral, quando o PT decidiu não trair o movimento Diretas Já e recusou-se a participar; aconteceu na chamada crise do “mensalão”; e nas saídas, individuais ou em pequenos grupos, do partido. Quem fica no PT, no entanto, submeteu-se, dobrou-se, perdeu a velha capacidade de indignação.

Há, efetivamente, uma crise no Senado. Ela, no entanto, é uma crise na estrutura da democracia representativa brasileira, que não vai se resolver pela fulanização do debate. O que o país necessita, com urgência, é de uma profunda reforma política, capaz, ela sim, de romper com séculos de coronelismo, novo ou velho, e da existência de “donos da cidade”, quer manifestem-se no Maranhão ou em Sorocaba. Este é o debate que queremos fazer.




Paulo Henrique Soranz

Presidente do DM PT Sorocaba

José Carlos Trini Fernandes

Secretário de Comunicação do DM PT Sorocaba

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A direita joga verde

Não sei se a senadora Marina Silva decidiu se fica ou sai do PT, se disputa ou não a presidência da República. Mas sua eventual candidatura já está sendo comemorada pela direita brasileira.

O troféu da babação foi para Danuza Leão, autora de um artigo intitulado “Quem tem medo da doutora Dilma” (Folha de S.Paulo, 16 de agosto). Segundo Danuza, “não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura (....) Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula (....) Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior (...) Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos pe tistas (....) Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que (...) Dilma Roussef passe para o segundo turno”.

De maneira menos boçal, variantes deste raciocínio foram matéria de capa da Época (“Marina embaralha o jogo eleitoral de 2010”), da IstoÉ (“o Brasil não é só PT e PSDB”), bem como de textos publicados em Veja (que ainda não deu capa) e outras publicações.

Os que comemoram, não acreditam e geralmente não desejam que Marina possa ser presidente; acham apenas que ela pode atrapalhar uma terceira vitória do PT. Ou seja: sua candidatura é vista como linha auxiliar do PSDB, mais ou menos como o Partido Verde se comporta em vários estados do Brasil.

Como ficaria mal falar isto de maneira explícita, a grande imprensa faz três movimentos diversionistas: a) apresenta Marina como candidata de quem “manteve viva a utopia”; b) destaca a importância de incluir o meio ambiente no debate presidencial; c) diz que o Brasil deve escapar da falsa polarização entre PT e PSDB.

A verdade é que a direita não se incomoda com a defesa das utopias e do meio ambiente, desde que essa defesa não se materialize em atos de governo. Por isso, dirão o que for necessário para impedir uma vitória do PT nas eleições de 2010, pois sabem muito bem que nesta quadra da história não haverá presidente de esquerda, nem defesa efetiva do meio ambiente, sem o Partido dos Trabalhadores.

Neste sentido, a crítica à “falsa polarização PT e PSDB” tem o mesmo objetivo daquele discurso que fala que não existem mais diferenças ideológicas: quem se beneficia de ambos é a direita, que opera nos marcos do senso comum e das personalidades, não precisando demarcar diferenças, nem construir organizações coletivas.

Infelizmente, existem setores do PT que alimentam este discurso. Por exemplo, não por coincidência, a senadora Marina Silva, que em artigo intitulado “Renda básica na política” (FSP, 9/2/ 2009) defende que PT e PSDB, que “têm sido as forças mais estáveis no comando do país”, se unam “pelo resgate da política e por meio de um alinhamento ético”. Política de alianças adotada no Acre, segundo consta.

Acontece que estes dois partidos organizam a disputa política brasileira, exatamente porque representam dois projetos nacionais opostos e contrapostos: o neoliberal e o democrático-popular. Não é a disputa entre PT e PSDB que cria esta contraposição; é esta contraposição na vida real (algo que nossos velhos chamavam de luta de classes) que se traduz na disputa política entre os dois partidos.

Que essa disputa às vezes assuma formas mesquinhas, rebaixadas, pouco claras ou elegantes, é outro assunto. Mas enquanto aquela contradição de projetos for dominante na sociedade brasileira, enquanto petistas e tucanos representarem projetos opostos, não haverá aliança estratégica entre eles.

Neste sentido, quem tiver a ambição de construir uma terceira via entre PT e PSDB, viverá o mesmo dilema do PSOL em 2006: no segundo turno, dividir-se entre Alckmin e Lula. A direita sabe disto e joga verde apenas para colher serra. Motoserra.

Valter Pomar é secretário de relações internacionais do PT

domingo, 2 de agosto de 2009

Ainda sobre Iperó

Mencionei em texto postado ontem que o Prefeito Vitor Lippi disse em entrevista coletiva concedida na última quarta-feira que "Sorocaba não queria ser uma Iperó". Não consigo digerir tamanho desrespeito com o povo da cidade vizinha, nem compreender como alguém com tão pouca sensibilidade a um projeto de desenvolvimento regional possa governar uma cidade pólo.
A região administrativa de Sorocaba detém os piores índices de desenvolvimento do Estado de São Paulo, em grande parte por culpa da centralização de investimentos em uma só cidade. Assim, na área da saúde, o governo do PSDB aposta todas suas fichas no Hospital Regional de Sorocaba, que acaba tendo que atender pacientes de mais de 70 municípios. Algo desumano e pouco inteligente.

Fico pensando se Lippi tem algo pessoal contra Iperó. Só pra lembrar, é pra lá que ele tem tentado enviar o lixo produzido em nossa cidade quando insiste em instalar um aterro sanitário na divisa dos municípios.

Paulo Henrique Soranz http://http://paulohenriquesoranz.blogspot.com, Advogado, dirigente do Partido dos Trabalhadores em Sorocaba, iniciei minha militância política no início dos anos 90 no movimento estudantil.

sábado, 11 de julho de 2009

Felicidade para todos


A satisfação de uma pessoa, ou dos habitantes de um país, depende do contentamento que se tem em nove áreas diferentes. Esse cálculo, que produz o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), já está sendo usado para orientar políticas públicas, empresariais e até pessoais


Liane Alves


Você tem ideia do quanto é feliz, ou por que não é? Pouca gente sabe responder isso de bate-pronto. Mas as mesmas perguntas que podem ser usadas para avaliar a satisfação de uma pessoa também servem para medir a felicidade dos funcionários de uma empresa, dos habitantes de uma cidade ou da população de um país. Ciente da importância de ter súditos felizes, Jigme Singye Wangchuck, o rei do Butão, criou há mais de 30 anos um índice de desenvolvimento social baseado em pesquisas que procuram mapear o que pode trazer felicidade para seu povo. O FIB, ou Felicidade Interna Bruta, tornou-se então o fator determinante na aplicação das políticas governamentais desse minúsculo reino de orientação budista entre a China e o Tibete.

Essa criativa experiência começa a render frutos. Prefeitos de algumas cidades do mundo (inclusive do Brasil), presidentes de instituições ou mesmo pessoas comuns estão dispostos a imitar esse simpático e bem-sucedido exemplo. O Brasil sediará em novembro o próximo Encontro Internacional sobre Felicidade Interna Bruta-FIB, com a provável presença do rei butanês, um jovem de 27 anos, herdeiro do rei que implantou o FIB. Diz o ministro de Planejamento do Butão, Dasho Karma Ura, que veio a São Paulo em outubro do ano passado para falar da experiência de seu país. "As pessoas sempre podem se tornar mais felizes. Um bom começo é procurar detectar com minúcias o que nos traz felicidade - e o que nos causa sofrimento". Algo em que, ironicamente, sequer paramos para pensar.

O MUNDO MUDA

O Butão, um reino fechadíssimo ao mundo contemporâneo, tem o tamanho aproximado do estado do Rio de Janeiro, 600000 habitantes e regiões com climas variados, do calor úmido de suas florestas tropicais até o gélido inverno da sua capital, Thimpu, a quase 4000 metros de altitude. Tem 72% do seu território preservado e 28% dele é considerado santuário ecológico. Isto é, o país inteiro é ambientalmente protegido. Mas não é por sua beleza natural ou pela índole pacífica de seus habitantes que o Butão se tornou mundialmente conhecido. Desde a implantação do FIB, o país se transformou numa espécie de laboratório onde se gestam possíveis rumos para o futuro da humanidade. Para concretizar esse sonho, o Centro de Estudos do Butão reuniu especialistas de vários países para encontrar os critérios que determinam a satisfação com a vida e um alto índice de bem-estar físico e psicológico. Realizaram-se diversos estudos e chegou-se aos nove indicadores que compõem o FIB atualmente. Esses parâmetros mais gerais foram, por sua vez, subdivididos em 73 itens, para responder com mais precisão aos anseios do povo. O resultado: o nascimento de um país economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente correto. Uma conferência em junho de 2008 foi organizada para se repensar a definição de progresso e nela índices como o PIB, que hoje norteiam as decisões de políticas governamentais, foram duramente criticados (o PIB leva em conta a soma de bens e serviços produzidos em uma região durante um período determinado). Esse índice está cada vez mais relativizado por outros indicadores, como o IDH, que mede o índice de qualidade de vida, incluindo a educação e a expectativa de vida como fatores de desenvolvimento, e o FIB. Sinal de que o mundo está mudando. A conferência foi patrocinada por instituições de peso, como a ONU, o Banco Mundial, a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD), a Federação Islâmica e a União Europeia. "As Nações Unidas estão cada vez mais interessadas em internacionalizar o FIB", diz Michael Pennock, economista canadense especializado em políticas públicas. Pennock adaptou para o mundo ocidental as perguntas do questionário butanês, hoje disponíveis no site do Centro de Estudos do Butão para serem utilizadas por qualquer país. Ele também é um dos responsáveis pela aplicação do questionário do FIB em sua cidade, Victoria, no Canadá. "A ideia é aplicar o FIB localmente, para que, com o sucesso obtido, o índice posteriormente possa ser usado como referência para as políticas públicas governamentais", afirma.

FUTURO MELHOR

De acordo com Susan Andrews, idealizadora da ecovila Visão Futuro, situada perto de São Paulo, e coordenadora da FIB no Brasil, a ONU pretende, depois de concluídas as Metas do Milênio, em 2015, adotar os indicadores do FIB como o novo desafio para a humanidade. "Não existe ideia mais bem-sucedida que aquela para a qual o tempo chegou", diz a psicóloga e antropóloga formada em Harvard e há 30 anos no Brasil. "A frase é do escritor Victor Hugo e sintetiza bem a urgência na aplicação do FIB como um indicativo propiciador de novas realidades futuras", diz. "Sempre se apostou na riqueza material como situação ideal para o surgimento da felicidade. A ideia de ‘quanto mais, melhor’ chegou à exaustão." Susan enfatiza: "Hoje nos Estados Unidos as pessoas andam 25 vezes mais de avião que há 40 anos. O número de carros por habitante dobrou, o PIB triplicou. Mas pesquisas mostram que uma entre quatro pessoas se declara muito infeliz. O número de suicídios quadruplicou." Susan acredita que o Brasil tem condições para se tornar o primeiro país do mundo (fora o Butão) a adotar oficialmente o FIB como índice de desenvolvimento social. Sem dúvida, seria um grande teste para o FIB. O Butão é pequeno, fechado (a televisão só entrou ali em 1999, por exemplo) e norteado pela cultura budista. Mas será que o índice funcionaria por aqui? No Brasil, um protótipo de FIB foi colocado em prática em abril de 2008, em Angatuba, a 181 km de São Paulo. Na capital paulista, a ideia já conquistou um primeiro defensor: o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, que propõe ainda este ano iniciar pesquisas de medição do FIB em subprefeituras da capital. "O ideal seria começar numa subprefeitura central, como Pinheiros, e em outra periférica, como Parelheiros", afirma.

RETRATO DA ALMA

As pesquisas sobre o FIB traçam um complexo estudo sobre a psique humana. Os primeiros questionários aplicados eram tão ricos em detalhes que levavam cerca de oito horas para serem respondidos. "Diferentemente dos índices econômicos tradicionais, o FIB inclui também questões inteiramente subjetivas, como taxas de emoções negativas e positivas da população, avaliação da saúde mental, social e espiritual dos habitantes ou possíveis causas geradoras de estresse", diz Karma Ura. Além disso, os nove itens têm o mesmo peso no cômputo total, além de se relacionarem entre si (o que os técnicos chamam de transversalidade). A consequência disso é que, por exemplo, não se prioriza o bem-estar material sem se levar em conta seu custo ambiental. "O sucesso em uma dimensão da felicidade pode acarretar o fracasso em outra. Por isso, todos os níveis são considerados iguais e interdependentes", afirma Ura. "É essa integração que garante a visão de totalidade e o bom êxito das políticas públicas." Além disso, mede-se a importância de valores culturais, sociais e espirituais. Aí, é claro, as respostas variam de país para país. Num reino de influência budista como o Butão, valores como "prazer" e "liberdade" podem ser menos importantes do que numa sociedade ocidental. Já o exercício da compaixão ou de práticas como a meditação e a prece têm um peso muito grande. "O mais importante", diz Ura, "é que todos essas variáveis sejam levadas em conta."

O QUE É AVALIADO

Mesmo num país de orientação budista, o bem-estar material está na base de tudo. É difícil ser feliz com o estômago vazio e sem um teto seguro. Mas a conquista da riqueza material - e esse é o segredo da interdependência dos itens - não pode afetar a saúde física ou emocional, comprometer o uso equilibrado do tempo ou interferir no tempo dedicado às práticas espirituais (incluídas no subitem "saúde espiritual"). "Chegamos à conclusão de que seis horas de trabalho são suficientes para manter ativa a economia do país sem prejudicar as atividades individuais das pessoas. Assim, elas têm tempo para dormir as horas de sono de que precisam, socializar-se com a família e com a comunidade ou exercitar-se fisicamente", diz o ministro butanês. As atividades econômicas, mesmo que rentáveis, também não podem prejudicar o meio ambiente ou causar danos sociais. "As pessoas se mantêm felizes quando há um equilíbrio entre todos os campos", diz Karma Ura. Michael Pennock relata, por exemplo, que ao se priorizar demais a área da saúde no Canadá, com implantação de hospitais, ampliação do número de médicos e distribuição gratuita de remédios, as pessoas passaram a ficar mais doentes. "Isso porque diminuiu a criação de novos parques dedicados ao lazer, de espaços para atividades físicas ou de cursos educativos que estimulam a boa alimentação, todos setores promotores de saúde física e psicológica", afirma. "Não adianta, as políticas públicas só funcionam bem quando estão integradas." As nove dimensões da felicidade de um país estão contidas nos seguintes itens:

1. Padrão de vida econômica

2. Educação de qualidade

3. Saúde

4. Expectativa de vida e atividade comunitária

5. Proteção ambiental

6. Acesso à cultura

7. Bons critérios de governança

8. Gerenciamento equilibrado do tempo

9. Bem-estar psicológico

Um ponto extremamente importante: os dados do FIB são constantemente atualizados. Assim é possível observar se as medidas adotadas em cima dos índices anteriores efetivamente surtiram efeito. Se elas funcionaram, as pessoas se tornam mais felizes. Simples assim. Uma boa providência. Atualizar o que nos traz felicidade, e ver se ela está aumentando ou diminuindo ao longo do tempo e de nossas experiências, é algo que todos nós podemos fazer, inclusive pessoalmente. Se o índice de felicidade estiver diminuindo, ou se não há um equilíbrio entre as diversas áreas da vida, é melhor agir. E rápido. Em outra direção.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Tudo aos amigos


No caminho com Maiakovski
Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem;pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. (de Eduardo Alves da Costa)


O poema acima citado descreve de forma precisa os motivos pelos quais não se deve tolerar agressões, injustiças e a distorção de valores que nos são tão caros em nossas vidas. Menciono referido texto com o propósito de retomar a discussão em torno do desmoronamento dos valores éticos e morais da administração Vitor Lippi. Referido processo, aliás, tem sido debatido constantemente por aqueles adeptos da boa política, seja lá qual for sua orientação ideológica, mas que esteja cercada de bons propósitos. Os que militam (ou militaram) na esquerda mais tradicional costumam dizer que é impossível transformar um país pelas vias democráticas, mesmo com o melhor governo, os melhores programas e a melhor das intenções, porque o Estado não passaria de um “aparelho da burguesia”. Segundo tal conceito, os três poderes teriam sido construídos com o firme propósito de se manter um instrumento que desse a uma minoria condições de controlar a maioria. Essa minoria, seria a mesma que durante séculos se dedicou a tratar seres humanos, seus iguais, como sendo propriedade, quando defendiam a escravidão. Bem, o grande desafio do Partido dos Trabalhadores era justamente o de assumir um Estado moldado por interesses de uma pequena elite e governá-lo para todos, com um claro viés de combate as desigualdades e injustiças sócias. E tudo isso pela via democrática, já que foi essa a opção de milhares de brasileiros que em 1980 sonharam e ousaram construir a nova política no país. Creio que o sucesso do governo Lula, com o êxito de suas políticas sociais e a amplitude de seus programas de distribuição de renda apontem para um futuro não tão distante, em que seremos capazes de construir um novo estado democrático. No entanto, é lamentável constatar que o PSDB não tem contribuído em absolutamente nada nesse sentido. Vejamos o (mal) exemplo de Sorocaba. A candidatura à reeleição de Vitor Lippi foi coordenada por um grupo de empresários, que inclusive mantém negócios com a Prefeitura de Sorocaba. Algo que se não se pode classificar como ilegal, mas que cabe no rol daqueles tidos como imorais. Nos primeiros seis meses desse confuso segundo mandato, Vitor Lippi conseguiu apresentar diversos péssimos exemplos de tolerância com pequenos gestos de imoralidade no trato com a coisa pública. Aceitou que funcionários do primeiro escalão do seu governo se beneficiassem do cargo para a aquisição de automóveis com descontos especiais, se enrolou com os até hoje mal explicados “negócios da China”, admitiu ter isentado de impostos empresas que contribuíram com sua campanha eleitoral. Enfim, escolheu andar no fio da navalha que separa os interesses públicos dos privados, da probidade, da improbidade. Eis que, com o bolo pronto, resolve acrescentar a cereja que faltava. Indica o ex-prefeito de Itapetininga, impedido pela Justiça de se candidatar nas últimas eleições por conta de processos que responde na esfera criminal, para ser seu Secretário de Habitação. Não me resta dúvidas, Lippi perdeu completamente o rumo de seu governo. A prefeitura de Sorocaba retrocedeu algumas décadas e voltou a ser um “aparelho” de poucos e para poucos. Algo provinciano que tem como resultado a estagnação de toda a cidade. Justamente em um momento delicado, de grave crise econômica, que exige ousadia, seriedade e competência em todas as esferas do Poder Público. E como na política tucana se admite pesos e medidas distintas aos amigos, Lippi tem defendido seu novo secretário dizendo que nada ainda se resta absolutamente provado. Que em política esse tipo de processo é comum e que ele mesmo responde a alguns. Verdade ou não, essa tolerância só se dá mesmo em relação aos seus parceiros. É só lembrar do seu comportamento e de suas frases na época em que o presidente Lula não tinha a aprovação que acumula hoje, na época, Lippi chegou a sugerir cadeia ao presidente. Ao que parece, os anos têm tornado o prefeito sorocabano muito mais tolerante a certos assuntos.

Paulo Henrique Soranz Presidente do PT-Sorocaba




UNIVERSALIZAÇÃO DA COLETA SELETIVA


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Blog do PT/ Iperó de cara nova


Estamos de cara nova, esperamos que a mudança agrade a todos os leitores, nesse sentido informamos também que ocorrerão mais mudanças no futuro proximo. Aguardem!!!


Atenciosamente


Partido dos Trabalhadores / Diretótio Municipal Iperó - SP

PT tem telefone e e-mail para denúncias sobre a CDHU


A Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo está disponibilizando aos cidadãos paulistas um número de telefone (11 3884 3124) e um endereço de e-mail (cpi.cdhu@ptalesp.org.br) para receber denúncias de irregularidades na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano). A companhia é alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) solicitada pelos deputados do PT para apurar denúncias de fraudes em licitações para a construção de casas pela CDHU no Estado de São Paulo. O estopim para o pedido da CPI foi a chamada “Máfia da Casinhas” - esquema de fraudes a licitação relacionada à construção dos empreendimentos da CDHU e desvio de dinheiro público na região de Presidente Prudente, também objeto de investigações promovidas pela Polícia Civil e Ministério Público. Os deputados do PT querem levantar o máximo de informações para que possa de fato desvendar o esquema de corrupção instalado na CDHU. É neste sentido, que a Bancada do PT solicita aos cidadãos, lideranças políticas e sociais, que informem casos, de seu conhecimento, que já foram investigados ou que pairam suspeita de fraudes, bem como de conjuntos habitacionais da companhia que apresentam problemas de atraso na entrega das unidades ou estão paralisados.


Disque-denúncia CDHU: 11 3884 3124

e-mail: cpi.cdhu@ptalesp.org.br

terça-feira, 23 de junho de 2009

Segundo pesquisa o partido que mais defende a redução dos impostos e os pobres é o PT


42% querem votar no candidato de Lula e 20% na oposição.

Sem Ciro Gomes, no Nordeste Dilma já ultrapassa Serra

A pesquisa é do instituto GPP e os dados aqui reproduzidos são do Blog de Cesar Maia (DEM)


GPP-BRASIL: SEM CIRO GOMES, DILMA PASSA SERRA NO NORDESTE! IDEOLOGIA NÃO DIFERENCIA PARTIDOS! PAC NÃO MARCA!

Pesquisa GPP-Brasil, de 11 a 14 de junho, com 2 mil entrevistas. Alguns resultados.

1. A pesquisa espontânea inovou e perguntou quem seria o melhor presidente para o Brasil, hoje. Com isso, se testa todo o potencial de Lula. Lula obteve 42%, Serra 8%, Aécio 4%, Dilma 3%, Ciro 1%, H. Helena 1%. Pesquisa com NOMES: Serra 42%, Dilma 17% (entre os que têm até primeiro grau incompleto Dilma tem 8%), Ciro 16%, H. Helena 9%. Extremos. No Sul, Serra tem 52%, Dilma 12%, Ciro 11% e H. Helena 7%. No Nordeste, Serra tem 35%, Dilma 19%, Ciro 23% e H. Helena 9%.

2. Sem Ciro Gomes, Serra teria 46%, Dilma 29%, etc. No Nordeste, Serra teria 37,6% e Dilma 41,4%. Curiosamente, ambos torcem para Ciro não ser candidato. Serra, pelo tipo de campanha que faz Ciro. Dilma, pela imprevisibilidade de Ciro, que poderia atirar na política econômica de Lula, como vem fazendo. Lula quer um plebiscito no primeiro turno. E o PSOL decide em agosto se mantém ou retira a candidatura de HH, para ser candidata ao senado.

3. A pesquisa com nomes pergunta quem seria o melhor presidente para: a) enfrentar a Crise Econômica, Serra 39%, Dilma 18%, Ciro 18%, HH 7%. b) Para enfrentar os problemas de Saúde Pública, Serra tem 51%, Dilma 12%, Ciro 12% e HH 8%. c) Para Segurança Pública, Serra tem 37%, Dilma 12%, Ciro 18% e HH 10%. d) Para continuar o Bolsa Família, Serra tem 34%, Dilma 26%, Ciro 14% e HH 10%. Para continuar o Bolsa Família, no Nordeste, Serra tem 30%, Dilma 29%, Ciro 19% e HH 9%.

3. Você quer votar num candidato do presidente Lula (42%), de Oposição a Lula (20%), Tanto Faz (32%)? No Nordeste, candidato de Lula tem 58%. No Sul, 30%. Quem é o candidato(a) de Lula? Dilma 52%, Serra 8%, Ciro 6%, HH 5%. Não Sabe 29%.

4. Serra x Aécio. Serra 59%, Aécio 25%. Sul: Serra 67%, Aécio 13%. Sudeste: Serra 52%, Aécio 34%.

5. Lula está pior: Saúde 41% (em maio de 2007 eram 23%), Segurança 31% (em maio de 2007 eram 44%), Educação 11%, Economia 6%, etc. / Lula está melhor: Programas Sociais 37% (no Nordeste 47%), Economia 24%, Educação 13%, Obras do PAC 6%, Saúde 5%, etc.

6. Avaliação de Lula: Ótimo+Bom 59% (Nordeste 70% e Norte/Centro-Oeste 68%), Regular 32%, Ruim+Péssimo 9%. / Como Lula está enfrentado a Crise Econômica: Bem 46%, Mais ou Menos 43%, Mal 9%. / Crise afetou o Brasil: Mais que outros países 9%, Mesma coisa 34%, Menos que outros países 51% / E em relação a você e sua família a crise afetou, Muito 19%, Pouco 44%, Nada 35%.

7. Na sua cidade existe alguma obra do PAC? Sim 22% (Norte/Centro Oeste 37%), Não 30%. Não Sabe 48% (Nordeste 54%).

8. Como classifica ideologicamente os partidos. Direita e Centro-Direita: PSDB 28%, DEM 27%, PT 24%, PMDB 31%. / Centro: PSDB 16%, DEM 16%, PT 17%, PMDB 18%. / Esquerda e Centro-Esquerda: PSDB 28%. DEM 24%, PT 33%, PMDB 22%. (Obs. 1: diferença são os que não sabem responder por partido). (Obs. 2: Os slogans direita a esquerda não diferenciam os partidos. Exemplo com apenas Direita: PSDB 19%, DEM 18%, PT 18% e PMDB 21%. Com apenas Esquerda: PSDB 19%, DEM 16%, PT 24% e PMDB 14%).

9. Desses Partidos, quem mais defende a redução de impostos: PMDB 13%, PT 32%, PSDB 13%, DEM 10%. / Quem mais defende os Pobres: PMDB 5%, PT 68%, PSDB 5%, DEM 3%. / Quem mais defende a Classe Média. PMDB 17%, PT 27%, PSDB 24%, DEM 8%.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Herança Herança bendita



Em pouco mais de 18 meses, o governo Lula sairá da vida para entrar na história. A herança que receberá o sucessor – ou a sucessora – do atual presidente, então, será inscrita nos livros de história de forma diametralmente oposta à da herança que já está sendo escrita sobre a era FHC. As futuras gerações, ao menos, saberão a verdade sobre o período 2003-2010, por mais que o Brasil e o mundo, à revelia do que difunde a máquina propagandística da direita brasileira, já saibam a dimensão da obra deste governo. Há um blogueiro da mídia corporativa que gosta de falar de “isentismo”, que seria a obrigação que alguns jornalistas da imprensa golpista sentiriam de dar uma no cravo e outra na ferradura quando falam do atual governo.O que acusa a máquina propagandística da direita (sobre “isentismo”) evidentemente não existe, do que é prova o mero exame da campanha que os grandes meios de comunicação movem contra o governo Lula há anos. Mas o “isentismo” a que a direita alude existe, sim, só que do lado da imprensa alternativa, que teima em minimizar a fantástica obra do governo federal. Alguns jornalistas que julgo sérios chegam ao ponto de embarcar na teoria absurda de que o governo Lula teria dado continuidade à política econômica desastrosa da direita tucano-pefelê quando governou o Brasil sob a batuta de Fernando Henrique Cardoso. Não se nega que conceitos como responsabilidade fiscal e respeito aos contratos foram consolidados por FHC e mantidos pelo governo Lula em contraposição à pregação pretérita do PT, que o partido abrandou em 2002 quando firmou a Carta ao Povo Brasileiro. Contudo, há muito que se atribui ao governo FHC (e que ele só adotou depois do desastre cambial de 1999) que Lula e o PT é que pregavam, até então. O câmbio flutuante, por exemplo, jamais foi uma política tucana. O PT, quando o país mergulhava no caos em 1998, já alertava para a necessidade de mudar o câmbio fixo, enquanto os tucanos e pefelês diziam ser desnecessário.Hoje, o Brasil vai se tornando um “player” global por conta de uma reviravolta na condução econômica do país. Até os investimentos exponencialmente maiores no social durante a era Lula fizeram o Brasil se desenvolver como vem se desenvolvendo, ganhando importância e força inéditas em sua história. Milhões e milhões de famílias de regiões miseráveis do país passaram a contar com recursos financeiros que fizeram aquelas regiões economicamente estagnadas mergulharem num processo de desenvolvimento econômico e social sem precedentes, tudo graças a programas sociais como o Bolsa Família. O Estado, na era Lula, passou a ser a grande locomotiva do crescimento econômico lento, seguro e ascendente que o país começou a trilhar já a partir do segundo ano do governo Lula e que foi interrompido por seis meses por conta da maior crise econômica mundial em oitenta anos. Um crescimento que já recomeça a acontecer. Os investimentos do Estado brasileiro cresceram exponencialmente em contraposição à visão macroeconômica da direita tucano-pefelista, que pregava o absentismo econômico estatal, creditando ao “deus mercado” a condição e a prerrogativa exclusivas de promover o crescimento e o desenvolvimento.A diversificação dos parceiros comerciais do Brasil no exterior também foi uma obra exclusiva do governo Lula. Só como exemplo, em 2002, último ano da nefasta era FHC, segundo dados do Ministério do Planejamento os EUA eram destino de um quarto das exportações brasileiras. Em 2008, esse percentual caiu para cerca de 14%. E continua caindo. Lula passou a viajar pelo mundo vendendo negócios com o Brasil. África, Ásia e América Latina ganharam peso muito maior na pauta exportadora brasileira, opondo-se à visão tucano-pefelê de que havia que concentrar os negócios nos países ricos, como se os dólares americanos e europeus fossem mais verdes do que os dólares africanos ou chineses. Mas está sendo durante esta crise econômica que estamos podendo constatar a diferença gritante entre a política econômica petista e a tucano-pefelista. Enquanto FHC, José Serra e o resto dos teóricos econômicos da direita pregavam, há poucos meses, redução dos investimentos estatais, Lula acelerou tais investimentos e, assim, está retirando o país da crise. A máquina propagandística da direita faz de conta que não vê, mas as pesquisas de opinião mostram que a sociedade entende a propriedade da forma como o governo Lula está enfrentando a crise financeira internacional, ou seja, através da liderança investidora do Estado.Para mostrar adequadamente como a política econômica deste governo é diferente da do governo anterior seria preciso escrever um livro. Contudo, não será necessário. Mesmo que intuitivamente, os brasileiros, com exceção de um contingente mínimo de reacionários alucinados, sabem como a reversão na política econômica melhorou o país. Apesar do “isentismo” da imprensa alternativa, que se acha no dever de criticar este governo, ainda que de forma mais branda e responsável, a sociedade, cada vez mais, vai entendendo que, apesar de ter recebido uma herança maldita, Lula deixará ao sucessor uma herança bendita.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Pesquisas confirmam aprovação recorde de Lula e crescimento de Dilma


Duas pesquisas divulgadas ontem e hoje (1º) – Datafolha e CNT/Sensus – confirmam os dados do levantamento PT/Vox Populi realizado no início de maio. Nos dois casos, aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a bater recorde e a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, cresceu na preferência do eleitor para a disputa presidencial de 2010.

Segundo o Datafolha, realizado entre os dias 26 e 28 de maio, 69%dos entrevistados classificam o governo como ótimo/bom. A administração é regular para 24% e ruim/péssima para 6%. Já a nota média dada a Lula alcançou 7,6 – igual a de novembro do ano passado e a maior desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2003.O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que "a queda anterior era o efeito direto da crise". Mas que, "com a população mais confiante quanto ao desempenho do governo frente à crise, o governo recuperou o nível de aprovação".Ainda segundo o Datafolha, 63% dos entrevistados apontam como ótima/boa a performance do governo Lula na área econômica, a melhor avaliação desde 2004. O desempenho do governo é regular, nesse quesito, para 29%dos entrevistados, sendo ruim/péssimo para 7%.


Na CNT/Sensus, 84% aprovam o desempenho pessoal do presidente. É a melhor avaliação já atingida por um ocupante da presidência desde o início da pesquisa, em 2001. Quando Lula assumiu o governo, em janeiro de 2003, sua aprovação pessoal era de 83,6%.


A avaliação do governo também teve avaliação recorde na CNT/Sensus. O levantamento revela que, para 72,5% dos entrevistados, a gestão do presidente é positiva, o que aponta para um aumento de 1,4 ponto percentual em relação ao levantamento de dezembro passado.


Esse percentual representa um aumento de 15,9 pontos percentuais em relação à aprovação do governo em janeiro de 2003, quando o petista assumia o governo do país. “Há uma forte esperança no futuro, centrada no discurso e nas medidas que o governo tomou. O presidente consegue passar seu discurso positivo para a população. O discurso do presidente é muito forte e traz muita esperança”, avaliou o presidente da CNT, Clésio Andrade. A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em 24 estados e 136 municípios entre 26 e 30 de maio. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.


PresidênciaNa disputa pela Presidência da República, as duas pesquisas mostram que a ministra Dilma encurtou consideravelmente a distância entre a sua pré-candidatura a presidente e a do tucano José Serra.


No Datafolha, a diferença, que estava em 30 pontos percentuais em março, agora caiu para 22 pontos. No principal cenário do novo levantamento, Dilma tem 16% das intenções de voto, contra 38% de Serra. Em relação à pesquisa anterior, a ministra subiu cinco pontos percentuais, enquanto o tucano paulista perdeu três. O crescimento levou Dilma à segunda colocação, empatada tecnicamente com o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que oscilou de 16% para 15%.
Na CNT/Sensus, a diferença caiu para de 29 para17 pontos. Na última pesquisa estimulada, realizada em março, ela tinha 16,3% das intenções de voto, contra 23,5% no levantamento apresentado nesta manhã. Enquanto a petista subiu, o governador de São Paulo, José Serra, registrou uma leve queda, de 45,7% para 40,4%. Em relação a última pesquisa, divulgada no dia 30 de março, Dilma cresceu 7,2 pontos percentuais, enquanto o governador de São Paulo caiu 5,3 pontos na avaliação dos 2 mil entrevistados. No cenário, em que Dilma representa o PT e Serra, o PSDB, a candidata do PSOL Heloísa Helena aparece com 10,7%.


Já na pesquisa espontânea, há um empate técnico entre Dilma e Serra. A petista aparece com 5,4% nas intenções de voto, enquanto o tucano tem 5,7%. Nesta modalidade espontânea, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o mais citado, com 26,2%. Aécio Neves ficou com 3% e Ciro Gomes, 1,1%.


Confiança na economiaA pesquisa Datafolha mostra ainda que, em comparação a março, o brasileiro está mais otimista. Para 40% dos entrevistados, a situação econômica do país vai melhorar nos próximos meses. Na opinião de 15%, vai piorar.


Para 41%, fica como está. Segundo o Datafolha, 43% acreditam que a taxa de desemprego vai aumentar no país.Em março, porém, esse índice chegou a 59% dos entrevistados.
Hoje, 24% acreditam que o desemprego vai cair e 29% afirmam que ficará como está. De 2008 até março, 48% dos entrevistados apostavam no aumento da inflação. Hoje esse risco existe para 36%. Para 43% dos entrevistados, a inflação "vai ficar como está", enquanto 14% acreditam numa redução.


A aposta na manutenção da inflação nos mesmos patamares é maior entre os entrevistados com nível de escolaridade superior (52%) e renda familiar mensal de mais de dez salários mínimos (57%).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pesquisas: Petistas enfatizam apoio da população ao Governo Lula


Parlamentares da bancada do PT na Câmara ocuparam a Tribuna nesta terça-feira (2) para avaliar as pesquisas divulgadas no último fim de semana pelo Instituto Vox Populi e pela CNT/Sensus e que revelam o crescimento da popularidade do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. As pesquisas mostram ainda o aumento das intenções de voto para a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff pré-candidata à sucessão presidencial.

O líder do PT, deputado Cândido Vaccarezza (SP) afirmou que a pesquisa reflete o apoio do povo brasileiro ao processo de desenvolvimento econômico, de distribuição de renda e criação de empregos que o governo do presidente Lula, do PT, implantou no país. Então, é natural que o povo apoie a ministra Dilma”, disse.

O deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) registrou sua satisfação com os resultados. “Lula tem a aprovação de 81% dos brasileiros e brasileiras. E o seu governo tem a aprovação de mais de 69% da população. Mas chama a atenção o baixíssimo índice de rejeição, de apenas 5,8%. Isso é inédito na nossa história”, disse.

Ainda de acordo com o deputado Biscaia, outro dado importante refere-se às intenções de voto na ministra Dilma Rousseff. “Quero repetir o que disse o cientista político Emir Sader, em artigo: Dilma é a melhor candidata à presidência e aquela que melhor pode conduzir o Brasil do governo atual a um que rompa definitivamente com as mazelas que sobrevivem no país. Dilma é a grande condutora desse desafio”, ressaltou.

Para o deputado Geraldo Simões (PT-BA) os dados explicam muitas coisas, mas deixam claro, principalmente, o acerto do presidente Lula na condução da economia brasileira nesta conjuntura internacional da crise, “para desespero da oposição”, disse.
Ao comentar o aumento das intenções de voto para a ministra Dilma registrado pela pesquisa, o deputado Geraldo Simões destacou que “já houve até um empate técnico entre a nossa pré-candidata e o candidato tucano”.

Desmatamento tem queda de 90% no último trimestre, mostra Inpe

O desmatamento na Amazônia apresentou queda pela terceira vez consecutiva no período de um ano. Entre fevereiro e abril de 2009, com relação ao mesmo período do ano passado, a redução foi de 90%, que, mesmo confrontada com o aumento da cobertura de nuvens na região Amazônica, indica uma diminuição significativa dos índices. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), registrou no último trimestre uma área total desmatada de 197 Km2. De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, foi o menor desmatamento dos últimos 20 anos.
“A taxa ainda é alta e nossa meta é o desmatamento ilegal zero”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que as ações serão intensificadas nos meses de junho e julho, historicamente estes meses apresentam os maiores aumentos do desmatamento. Para ele, pelo menos 50% da queda se deve às ações integradas do Ibama, da Polícia Federal e da Força Nacional, além das polícias estaduais e a Polícia Rodoviária Federal.
Em um ano, a Polícia Federal já efetuou 244 prisões, instaurou 114 inquéritos policiais e 384 outros termos circunstanciados (envolvendo pequenos delitos). Só a operação Arco de Fogo apreendeu 45 mil m2 de madeira, o que daria para encher 2.200 caminhões, e fechou 516 serrarias.

No Ibama, com o envolvimento de uma força tarefa de 300 homens em 18 operações, foram apreendidos 55 caminhões, 1.200 metros cúbicos de madeira e 5 toneladas de palmito. As reuniões que definem as linhas de ação de combate aos crimes ambientais, centralizadas na Coordenação de Combate aos Crimes Ambientais, ocorre semanalmente. Dados
O sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER), do Inpe, registrou nos meses de fevereiro, março e abril de 2009, respectivamente, 143 km2, 17 km2 e 37 km2 de desmatamentos por corte raso ou degradação progressiva na Amazônia Legal, totalizando 197 km2.
No trimestre, o estado com mais áreas desmatadas foi o Mato Grosso, onde foram registrados 111 km2. O estado, porém, teve a menor cobertura de nuvens no período, o que significa que teve maior precisão pelo satélite. Avaliação
O Inpe tem realizado uma qualificação amostral dos dados do DETER desde maio de 2008. Esta análise é feita mensalmente no período seco – de maio a outubro -, e em virtude da baixa capacidade de observação no período chuvoso, que vai de novembro a abril, os dados do desmatamento são avaliados em base trimestral.

Em Questão

Núcleos do PT discutem reforma do Código Florestal


Os núcleos agrário e de meio ambiente da Bancada do PT na Câmara realizam na quarta-feira (3) uma audiência pública para apresentação do projeto de lei (PL 5.226/09), de autoria do deputado Leonardo Monteiro (PT- MG), que prevê reforma no Código Florestal brasileiro (Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965). O objetivo do evento, de acordo com o deputado Beto Faro (PT-PA), coordenador do Núcleo Agrário, “é promover um amplo debate entre os setores ambientais e da agricultura com o intuito de formular uma proposta conjunta em torno do projeto”. A audiência será no plenário 8, às 17h.
O projeto de lei 5226/09 objetiva reforçar os debates sobre a atualização e o aperfeiçoamento do Código Florestal, incluindo as alterações mais recentes que ocorreram na lei. “Pretende-se consolidar os dispositivos normativos existentes, bem como introduzir novas questões pertinentes à conservação e uso dos remanescentes de vegetação em todos os biomas nacionais”, diz a nota conjunta dos núcleos agrário e de meio ambiente do PT. Ainda de acordo com a nota, o Código Florestal brasileiro deixa lacunas e também é de difícil compreensão.

O projeto prevê mudanças na proteção das florestas, definição de área de preservação permanente, localização e autorização de usinas hidrelétricas e também dispõe sobre a regularização fundiária em áreas de floresta. Trata do manejo florestal sustentável, utilização do solo, controle de comércio de plantas de origem florestal, comercialização de madeira e carvão, entre outras.

De acordo com o deputado Beto Faro, existe um grande desnível entre os procedimentos das áreas ambiental e agrária. “A ideia é trabalharmos para uniformizar os procedimentos em torno do tema e socializar as preocupações relevantes para as duas áreas. Por isso, é fundamental reunirmos as pessoas que trabalham os dois temas”, afirmou Beto Faro. As atividades ocorrem por ocasião das comemorações da Semana Meio Ambiente, cujo dia é comemorado em 5 de junho. O deputado Leonardo Monteiro, Coordenador do Núcleo de Meio Ambiente, será um dos apresentadores do PL.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

MP 455 abre mercado para agricultores familiares com merenda escolar


O Senado Federal aprovou esta semana a Medida Provisória 455/09, que prevê no mínimo 30% dos recursos financeiros repassados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) ao PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) devem ser utilizados para compra de produtos dos agricultores familiares e empreendedores familiares rurais, priorizando os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.
Segundo a MP, a aquisição poderá ser realizada com a dispensa de processo licitatório, desde que os preços sejam compatíveis com os de mercado local e que atendam às exigências do controle de qualidade. De acordo com o FNDE, os principais produtos a serem adquiridos em maior escala para a alimentação escolar são: feijão, arroz, carnes em geral, tomate, frutas diversas, açúcar, cenoura, cebola, alho e leite bovino. Em todos esses produtos, a agricultura familiar tem participação predominante ou significativa, já que o setor responde pela produção de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros.

Para o coordenador geral da Fetraf-Sul, Altemir Tortelli, essa era uma reivindicação histórica dos agricultores familiares e está na pauta de reivindicações de lutas da entidade. “Esse avanço foi conquistado pela nossa organização e agora temos o desafio de estar preparados. Por isso, estaremos promovendo debates e palestras com técnicos para que possamos atender com qualidade esse novo mercado para a agricultura familiar”, destaca.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) esses 30% representam, anualmente, cerca de R$ 600 milhões, recurso que reforçará a comercialização dos produtos da agricultura familiar em todo o país. A estimativa é que haja o envolvimento direto de aproximadamente 100 mil famílias de agricultores, gerando renda e trabalho diretamente para mais de 250 mil trabalhadores do campo, podendo chegar a um milhão de pessoas envolvidas com o fornecimento de produtos da agricultura familiar para alimentação escolar.

“Essa é uma conquista muito linda porque é do interesse de todos e une todo o movimento sindical dos trabalhadores rurais, comemora Carmen Foro, vice-presidente nacional da CUT e secretária de Mulheres da Contag. “Além disso, alimentação das crianças se comprada da agricultura familiar da cidade também levará em conta os hábitos alimentares e culturais das comunidades, o que é muito importante”.

"Pela primeira vez, no Brasil, o aluno terá direito a uma alimentação adequada e saudável", ressalta Albaneide Peixinho, coordenadora geral dos programas de alimentação escolar. Além disso, os pequenos agricultores e produtores fornecedores da alimentação escolar passam a ter a garantia de que poderão manter suas famílias e se programar para adquirir bens e produtos. “Eles podem melhorar sua qualidade de vida porque sabem que terão o dinheiro da venda dos alimentos para pagar as dívidas”, diz.

domingo, 31 de maio de 2009

Metade do eleitorado já apóia 3º mandato


Dei o título acima a este post apenas para demonstrar como é possível, a partir das mesmas informações, dar manchetes completamente diferentes, com o sinal trocado.


Os editores da Folha de S. Paulo preferiram destacar que “3º mandato de Lula divide o país _ Proposta tem o apoio de 47% e é rejeitada por 49%, revela Datafolha; popularidade do presidente sobe”.

Leitores desavisados sobre os critérios editoriais da nossa grande imprensa poderiam inferir, a partir da manchete da Folha, que a luta de Lula por um terceiro mandato estaria dividindo o país, como se esta proposta estivesse para ser votada no Congresso Nacional e dominasse as conversas nas ruas.
Como sabemos, não se trata de uma coisa nem de outra. Quase toda semana, como na última, faz anos que Lula descarta a possibilidade de um terceiro mandato.
E a tentativa feita quinta-feira por um deputado inexpressivo (Jackson Barreto, do PMDB-SE) para colocar o asssunto em discussão na Câmara não conseguiu o número mínimo exigido de assinaturas.

Pela enésima vez repito aqui no Balaio que esta história de terceiro mandato é uma bobagem levantada por áulicos e adversários do presidente Lula, nunca foi cogitada por ele. Ele é contra por uma questão de princípios, em respeito à democracia e ao que está escrito na lei, como eu também sou.
Em entrevista que fiz com ele para a revista Brasileiros, no final de 2007, reproduzida outro dia aqui no Balaio, perguntei-lhe se não aceitaria disputar a re-eleição nem se o povo pedisse e ele me respondeu categoricamente que não, não havia esta possibilidade.
Então, qual a razão da pesquisa, por que afirmar que o país está dividido em torno desta questão? Por acaso, pensou-se em fazer a mesma pesquisa na segunda metade do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso?

A resposta pode estar em outras questões levantadas pela pesquisa, mostrando que, apesar da crise econômica mundial e das suas consequências para a vida do brasileiro, da gripe suína, das enchentes e das secas, a popularidade do presidente não só não foi abalada como continua subindo, assim como as intenções de voto em sua candidata à reeleição, a ministra Dilma Roussef:

O que mostra o Datafolha:


* A avaliação do presidente Lula, na metade do seu sétimo ano de governo, chegou a 69%, a maior desde março de 2007.
* A intenção de voto para presidente em Dilma Roussef subiu de 3%, em março de 2008, para 16% agora, passando Ciro Gomes e Heloísa Helena, enquanto o líder das pesquisas, José Serra, caiu de 41%, em março de 2009, para 38%, diminuindo em oito pontos a distância de um para outro.
Qualquer um destes resultados da pesquisa também poderia ter sido manchete da Folha, assim como o fato de que mais brasileiros agora apóiam um terceiro mandato para o presidente:
* Em 2007, 31% eram a favor e 65 contrários à mudança na lei para que Lula pudesse concorrer a um terceiro mandato; agora, há empate técnico: 47% são a favor e 49% contrários.
Por isso, acho que a minha manchete _ “Metade do eleitorado já apóia 3º mandato” _, modéstia à parte, seria jornalísticamente mais correta.

Somando tudo e passando-se a régua, a pouco mais de um ano do início oficial da campanha presidencial de 2010, entende-se porque a oposição resolveu jogar tudo na criação de uma CPI da Petrobras, enquanto continua agitando o fantasma do terceiro mandato.
Ou alguém honestamente pode imaginar que a oposição está mesmo interessada em investigar a administração da Petrobras para melhorar o desempenho da empresa e que ainda haveria tempo útil para alterar a lei permitindo a re-eleição do presidente Lula?
Parece ser tudo só uma disputa por manchetes _ e, neste campo, como vimos, cada um pode escolher a sua.
Fonte: Balaio do Kotscho acesse: http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Disk Fonte: o jornalismo papagaio de repetição

Não existe imparcialidade jornalística. Qualquer estudante de jornalismo aprende isso nas primeiras aulas. Quando você escolhe um entrevistado e não outro está fazendo uma opção, racional ou não, por isso a importância de ouvir a maior diversidade de fontes possível sobre determinado tema. Fazer uma análise ou uma crítica tomando partido não é o problema, desde que não se engane o leitor, fazendo-o acreditar que aquilo é imparcial.
Infelizmente, muitos veículos ou jornalistas que se dizem imparciais, optam sistematicamente por determinadas fontes, sabendo como será a análise de determinado fato. Parece até que procuram o especialista para que legitime um ponto de vista. Ou têm preguiça de ir além e fugir da agenda da redação, refrescando suas matérias com análises diferentes. Dois amigos, grandes jornalistas com anos de estrada, ajudaram a fazer uma lista exemplar do que estou falando.
Vale ressaltar que boa parte destas fontes são especialistas sérios, reconhecidos em seus campos de atuação e que já deram importantes contribuições à sociedade. Como disse um desse amigos, terem posições conservadoras ou liberais não os descredencia. É um direito que eles têm. O problema são as mídias que sempre, sempre, sempre procuram esses mesmos caras para repercutir. Sempre eles. E somente eles.

Façam um teste e procurem esses nomes no seu jornal, revista, rádio, TV, site preferidos.

Questões trabalhistas? Disk Pastore(O sociólogo José Pastore, mas sem dizer que ele dá consultoria para a Confederação Nacional da Indústria e a empresários que têm interesse direto no assunto)

Constitucionalismos? Disk Ives Gandra(O respeitável jurista do Opus Dei não vacila jamais)
Ética? Disk Romano(O professor de filósofia Roberto Romano)

Questões sindicais? Disk Leôncio(O cientista político Leôncio Martins Rodrigues) Ética na política? Disk Gabeira(O deputado federal Fernando Gabeira, que viaja bastante de avião…)
Ética dos juros? Disk Eduardo Giannetti(O professor do Ibmec é quase um gênio)
Pau no governo Lula? Disk Marco Antônio Villa(Historiador. Tiro e queda. Mais pau no governo Lula? Disk Lúcia Hippólito - com a vantagem de ser uma das meninas do Jô)
Relações internacionais? Disk Rubens Barbosa(Ex-embaixador. Precisa diversificar? Disk Celso Lafer, o ex-chanceler)
Mercado financeiro? Disk Arminio Fraga, o ex-BC(Não rolou? Disk Gustavo Loyola? Ocupado? Ah, então vamos no Disk Maílson mesmo)
Mercado financeiro mundial? Disk Paulo Leme(O cara está em Wall Street, pô, sabe tudo…)

Segurança pública? Disk Zé Vicente(Ele é durão, estava lá dentro, mas fala como sociólogo. E com a vantagem de não ficar falando em direitos humanos para qualquer “resistência seguida de morte”. É o coronel esclarecido…)
Partidos? PT especificamente? Disk Bolívar(O cientista político Bolívar Lamounier, mas, por favor, não diga que ele é filiado ao PSDB)
Geografia? História? Demografia? Sociologia? Socialismo? Política? Geopolítica? Raça? Relações internacionais? Coréia? Pré-sal? Cotas? Mensalão? América Latina? MST? Pugilistas cubanos? Liberdade de imprensa? Farc? Tarso Genro? Disk Demétrio Magnoli(Se te ocorrer algum outro assunto, ligue para ele também)
Fonte: blog do sakamoto acesse : http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Imposição de Serra para construir presídio leva prefeito a caminhar 130 Km


O prefeito de Porto Feliz, Cláudio Maffei, inicia uma caminhada até o Palácio dos Bandeirantes com o objetivo de ser atendido pelo governador José Serra, e entregar um abaixo-assinado com 15 mil signatários “na esperança de sensibilizá-lo e conseguir fazer com que ele repense sobre o decreto que assinou instalando um presídio em Porto Feliz”, explica o prefeito. A caminhada começa no domingo (24/5) e deve ser concluída na quarta-feira (27/5).Em Porto Feliz, o local escolhido pelo governo do Estado, a revelia do prefeito e da população, para construir o presídio que está em uma área de proteção ambiental permanente. Além disso, o local é próximo ao bairro de maior vulnerabilidade social do município. Para o prefeito Maffei, “percorrer a pé os 130 Km entre Porto Feliz e São Paulo será para mim, uma grande dificuldade, mas não faço por impulso. Faço por não encontrar outra alternativa que sensibilize o governador para que me receba e discuta a determinação, uma vez que não recebemos nenhum retorno sobre os pedidos que estamos fazendo ao longos desses dias”. Governo tucano impõe o local da construção Recentemente, o governo de São Paulo divulgou que irá construir 49 presídios espalhados por vários municípios do interior do Estado. Sem avaliar com as autoridades desses municípios e a comunidade local, a prática do governo do Estado tem sido o de publicar no Diário Oficial a desapropriação das áreas destinadas para a construção. Para a Bancada do PT, o governo do Estado tem que respeitar às regras estabelecidas no Plano Diretor e na Lei de Zoneamento dos municípios e discutir em audiências públicas, com a participação do governo estadual, municipal e sociedade local, os critérios para a construção dos presídios.Outra questão fundamental, defendida pelos deputados petistas, é a execução, pelo Estado, de ações compensatórias de minimização dos efeitos negativos gerados pelas unidades prisionais, bem como elaboração de estudos prévios de seus impactos. Estas ações compensatórias devem ser efetivadas por meio de transferência de recursos financeiros ou por intermédio da ampliação da oferta de serviços públicos de responsabilidade do Estado.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PT amplia liderança partidária e Dilma já ultrapassa 20% de intenção de voto


Pesquisa do instituto Vox Populi realizada entre os dias 2 e 7 de maio mostra que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já tem entre 19% e 25% de intenção de votos para a Presidência da República, caso seja candidata em 2010.
O levantamento, que ouviu duas mil pessoas em todas as regiões do país, mostra ainda que o PT continua sendo o partido de maior preferência da população. O índice, que era de 25% em maio de 2008, saltou para 29% agora. Em seguida, vêm PMDB, com 8%; e PSDB, com 7%. O DEM, ex-PFL, tem apenas 1%.


Os números mostram que 59% dos entrevistados têm muita ou alguma simpatia pelo PT. Para 70%, o PT ajuda o Brasil a cerscer.


Encomendada pelo PT, a pesquisa mostra também um quadro de ampla aprovação popular ao governo Lula. A avaliação positiva do presidente (considerando os índices de ótimo, bom e regular positivo) chega a 87%. Para 60%, o Brasil melhorou nos últimos dois anos, enquanto 67% se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com o país.
O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, comemorou os resultados do levantamento.


“A pesquisa mostra um quadro muito positivo, pois o PT ampliou seu percentual de preferência partidária junto à população, com atributos positivos em vários aspectos. Nosso governo está com mais de 80% de aprovação. Isso mostra o acerto da condução partidária e das medidas de enfrentamento à crise mundial”, afirmou. Berzoini também destacou a subida de Dilma na sondagem eleitoral. "O desempenho da Ministra Dilma é consistente, levando-se em conta que boa parte da população não a conhece e não sabe ainda que Lula e o PT a apóiam. Vamos apresentar um Programa com mais avanços e novas conquistas para as eleições de 2010, para trabalhar a ampla aprovação da maioria da população ao projeto em andamento no país"
Veja abaixo os principais números da pesquisa, que tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais:


BRASIL
67% estão satisfeitos ou muito satisfeitos, igual a maio de 2008
27% estão insatisfeitos; 5% muito insatisfeitos
Para 60%, Brasil melhorou nos últimos anos
Para 14%, piorou
Para 56%, vai melhorar nos próximos 2 anos
Para 13%, vai piorar


PARTIDOS
Preferência

PT tem 29% da preferência partidária; alta de 4 pontos em relação a 2008 e de 10 pontos sobre 2004.
PMDB tem 8%; PSDB tem 7%; e DEM tem 1%
Eleitores sem preferência: 49%, queda de 15 pontos em relação a 2004 (64%) Rejeição
PT tem 8% de rejeição, estável em relação a 2008
PMDB tem 5%; PSDB tem 5%; e DEM tem 3%
67% não rejeitam nenhum partido, queda de 2 pontos em relação a 2008 (69%) Imagem
Primeiro partido que vem à cabeça: PT, 35%; PMDB, 24%; PSDB, 14%. AVALIAÇÃO DO PT
59% têm muita ou alguma simpatia pelo PT, aumento de 12 pontos sobre 2008
81% acham o PT forte ou muito forte, aumento de 5 pontos em relação a 2008
65% consideram positiva a atuação do PT na política, aumento de 5 pontos sobre 2008
Para 70%, o PT ajuda o Brasil a crescer, aumento de 5 pontos sobre 2008 Opiniões sobre o PT
É dinâmico e trabalhador: 75%, contra 69% em 2008
É moderno, com idéias novas: 75%, contra 69% em 2008
Deve ter candidato próprio à Presidência: 68%, contra 67% em 2008


GOVERNO LULA

Desempenho do presidente
Avaliação positiva: 87% (ótimo, bom e regular positivo), contra 84% em 2008
Avaliação negativa: 13% (ruim, péssimo e regular negativo), contra 15% em 2008 Melhores ações do governo
Programas sociais, 36%; política econômica, 19%; Educação, 8%; Habitação, 7%

ELEIÇÕES
Partido do próximo presidente
Para 34%, próximo presidente deve ser do PT Projeto de país
Para 73%, próximo presidente deve continuar com todas ou com a maioria das atuais políticas, contra 68% em 2008. Candidato apoiado por Lula
23% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
41% pode votar, dependendo do candidato
10% não votam
22% não levam isso em consideração

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE, 1º turno, estimulada

Cenário 1
Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)
Ciro, 23%; Dilma, 21%; Aécio, 18%; Heloísa, 10%; Branco/Nulo/NS, 18%

Cenário 2

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)
Serra, 36%; Dilma, 19%; Ciro, 17%; Heloísa, 8%; Branco/Nulo/NS, 19%
Comparativo: Em relação a maio de 2008, Dilma subiu 10 pontos; Serra caiu 10 pontos; e Ciro caiu 6 pontos.

Cenário 3
Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)
Dilma, 25%; Aécio, 20%; Heloísa, 16%; Brancos/Nulos/NS, 40%

Cenário 4
Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)
Serra, 43%; Dilma, 22%; Heloísa, 11%; Branco/Nulo/NS, 24%

Cenário 5

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB)
Serra, 48%; Dilma, 25%; Branco/Nulo/NS, 37% Rejeição
Heloísa, 17%; Aécio, 13%; Serra, 12%; Dilma, 11%; Ciro, 9%.