domingo, 31 de maio de 2009

Metade do eleitorado já apóia 3º mandato


Dei o título acima a este post apenas para demonstrar como é possível, a partir das mesmas informações, dar manchetes completamente diferentes, com o sinal trocado.


Os editores da Folha de S. Paulo preferiram destacar que “3º mandato de Lula divide o país _ Proposta tem o apoio de 47% e é rejeitada por 49%, revela Datafolha; popularidade do presidente sobe”.

Leitores desavisados sobre os critérios editoriais da nossa grande imprensa poderiam inferir, a partir da manchete da Folha, que a luta de Lula por um terceiro mandato estaria dividindo o país, como se esta proposta estivesse para ser votada no Congresso Nacional e dominasse as conversas nas ruas.
Como sabemos, não se trata de uma coisa nem de outra. Quase toda semana, como na última, faz anos que Lula descarta a possibilidade de um terceiro mandato.
E a tentativa feita quinta-feira por um deputado inexpressivo (Jackson Barreto, do PMDB-SE) para colocar o asssunto em discussão na Câmara não conseguiu o número mínimo exigido de assinaturas.

Pela enésima vez repito aqui no Balaio que esta história de terceiro mandato é uma bobagem levantada por áulicos e adversários do presidente Lula, nunca foi cogitada por ele. Ele é contra por uma questão de princípios, em respeito à democracia e ao que está escrito na lei, como eu também sou.
Em entrevista que fiz com ele para a revista Brasileiros, no final de 2007, reproduzida outro dia aqui no Balaio, perguntei-lhe se não aceitaria disputar a re-eleição nem se o povo pedisse e ele me respondeu categoricamente que não, não havia esta possibilidade.
Então, qual a razão da pesquisa, por que afirmar que o país está dividido em torno desta questão? Por acaso, pensou-se em fazer a mesma pesquisa na segunda metade do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso?

A resposta pode estar em outras questões levantadas pela pesquisa, mostrando que, apesar da crise econômica mundial e das suas consequências para a vida do brasileiro, da gripe suína, das enchentes e das secas, a popularidade do presidente não só não foi abalada como continua subindo, assim como as intenções de voto em sua candidata à reeleição, a ministra Dilma Roussef:

O que mostra o Datafolha:


* A avaliação do presidente Lula, na metade do seu sétimo ano de governo, chegou a 69%, a maior desde março de 2007.
* A intenção de voto para presidente em Dilma Roussef subiu de 3%, em março de 2008, para 16% agora, passando Ciro Gomes e Heloísa Helena, enquanto o líder das pesquisas, José Serra, caiu de 41%, em março de 2009, para 38%, diminuindo em oito pontos a distância de um para outro.
Qualquer um destes resultados da pesquisa também poderia ter sido manchete da Folha, assim como o fato de que mais brasileiros agora apóiam um terceiro mandato para o presidente:
* Em 2007, 31% eram a favor e 65 contrários à mudança na lei para que Lula pudesse concorrer a um terceiro mandato; agora, há empate técnico: 47% são a favor e 49% contrários.
Por isso, acho que a minha manchete _ “Metade do eleitorado já apóia 3º mandato” _, modéstia à parte, seria jornalísticamente mais correta.

Somando tudo e passando-se a régua, a pouco mais de um ano do início oficial da campanha presidencial de 2010, entende-se porque a oposição resolveu jogar tudo na criação de uma CPI da Petrobras, enquanto continua agitando o fantasma do terceiro mandato.
Ou alguém honestamente pode imaginar que a oposição está mesmo interessada em investigar a administração da Petrobras para melhorar o desempenho da empresa e que ainda haveria tempo útil para alterar a lei permitindo a re-eleição do presidente Lula?
Parece ser tudo só uma disputa por manchetes _ e, neste campo, como vimos, cada um pode escolher a sua.
Fonte: Balaio do Kotscho acesse: http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Disk Fonte: o jornalismo papagaio de repetição

Não existe imparcialidade jornalística. Qualquer estudante de jornalismo aprende isso nas primeiras aulas. Quando você escolhe um entrevistado e não outro está fazendo uma opção, racional ou não, por isso a importância de ouvir a maior diversidade de fontes possível sobre determinado tema. Fazer uma análise ou uma crítica tomando partido não é o problema, desde que não se engane o leitor, fazendo-o acreditar que aquilo é imparcial.
Infelizmente, muitos veículos ou jornalistas que se dizem imparciais, optam sistematicamente por determinadas fontes, sabendo como será a análise de determinado fato. Parece até que procuram o especialista para que legitime um ponto de vista. Ou têm preguiça de ir além e fugir da agenda da redação, refrescando suas matérias com análises diferentes. Dois amigos, grandes jornalistas com anos de estrada, ajudaram a fazer uma lista exemplar do que estou falando.
Vale ressaltar que boa parte destas fontes são especialistas sérios, reconhecidos em seus campos de atuação e que já deram importantes contribuições à sociedade. Como disse um desse amigos, terem posições conservadoras ou liberais não os descredencia. É um direito que eles têm. O problema são as mídias que sempre, sempre, sempre procuram esses mesmos caras para repercutir. Sempre eles. E somente eles.

Façam um teste e procurem esses nomes no seu jornal, revista, rádio, TV, site preferidos.

Questões trabalhistas? Disk Pastore(O sociólogo José Pastore, mas sem dizer que ele dá consultoria para a Confederação Nacional da Indústria e a empresários que têm interesse direto no assunto)

Constitucionalismos? Disk Ives Gandra(O respeitável jurista do Opus Dei não vacila jamais)
Ética? Disk Romano(O professor de filósofia Roberto Romano)

Questões sindicais? Disk Leôncio(O cientista político Leôncio Martins Rodrigues) Ética na política? Disk Gabeira(O deputado federal Fernando Gabeira, que viaja bastante de avião…)
Ética dos juros? Disk Eduardo Giannetti(O professor do Ibmec é quase um gênio)
Pau no governo Lula? Disk Marco Antônio Villa(Historiador. Tiro e queda. Mais pau no governo Lula? Disk Lúcia Hippólito - com a vantagem de ser uma das meninas do Jô)
Relações internacionais? Disk Rubens Barbosa(Ex-embaixador. Precisa diversificar? Disk Celso Lafer, o ex-chanceler)
Mercado financeiro? Disk Arminio Fraga, o ex-BC(Não rolou? Disk Gustavo Loyola? Ocupado? Ah, então vamos no Disk Maílson mesmo)
Mercado financeiro mundial? Disk Paulo Leme(O cara está em Wall Street, pô, sabe tudo…)

Segurança pública? Disk Zé Vicente(Ele é durão, estava lá dentro, mas fala como sociólogo. E com a vantagem de não ficar falando em direitos humanos para qualquer “resistência seguida de morte”. É o coronel esclarecido…)
Partidos? PT especificamente? Disk Bolívar(O cientista político Bolívar Lamounier, mas, por favor, não diga que ele é filiado ao PSDB)
Geografia? História? Demografia? Sociologia? Socialismo? Política? Geopolítica? Raça? Relações internacionais? Coréia? Pré-sal? Cotas? Mensalão? América Latina? MST? Pugilistas cubanos? Liberdade de imprensa? Farc? Tarso Genro? Disk Demétrio Magnoli(Se te ocorrer algum outro assunto, ligue para ele também)
Fonte: blog do sakamoto acesse : http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Imposição de Serra para construir presídio leva prefeito a caminhar 130 Km


O prefeito de Porto Feliz, Cláudio Maffei, inicia uma caminhada até o Palácio dos Bandeirantes com o objetivo de ser atendido pelo governador José Serra, e entregar um abaixo-assinado com 15 mil signatários “na esperança de sensibilizá-lo e conseguir fazer com que ele repense sobre o decreto que assinou instalando um presídio em Porto Feliz”, explica o prefeito. A caminhada começa no domingo (24/5) e deve ser concluída na quarta-feira (27/5).Em Porto Feliz, o local escolhido pelo governo do Estado, a revelia do prefeito e da população, para construir o presídio que está em uma área de proteção ambiental permanente. Além disso, o local é próximo ao bairro de maior vulnerabilidade social do município. Para o prefeito Maffei, “percorrer a pé os 130 Km entre Porto Feliz e São Paulo será para mim, uma grande dificuldade, mas não faço por impulso. Faço por não encontrar outra alternativa que sensibilize o governador para que me receba e discuta a determinação, uma vez que não recebemos nenhum retorno sobre os pedidos que estamos fazendo ao longos desses dias”. Governo tucano impõe o local da construção Recentemente, o governo de São Paulo divulgou que irá construir 49 presídios espalhados por vários municípios do interior do Estado. Sem avaliar com as autoridades desses municípios e a comunidade local, a prática do governo do Estado tem sido o de publicar no Diário Oficial a desapropriação das áreas destinadas para a construção. Para a Bancada do PT, o governo do Estado tem que respeitar às regras estabelecidas no Plano Diretor e na Lei de Zoneamento dos municípios e discutir em audiências públicas, com a participação do governo estadual, municipal e sociedade local, os critérios para a construção dos presídios.Outra questão fundamental, defendida pelos deputados petistas, é a execução, pelo Estado, de ações compensatórias de minimização dos efeitos negativos gerados pelas unidades prisionais, bem como elaboração de estudos prévios de seus impactos. Estas ações compensatórias devem ser efetivadas por meio de transferência de recursos financeiros ou por intermédio da ampliação da oferta de serviços públicos de responsabilidade do Estado.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PT amplia liderança partidária e Dilma já ultrapassa 20% de intenção de voto


Pesquisa do instituto Vox Populi realizada entre os dias 2 e 7 de maio mostra que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já tem entre 19% e 25% de intenção de votos para a Presidência da República, caso seja candidata em 2010.
O levantamento, que ouviu duas mil pessoas em todas as regiões do país, mostra ainda que o PT continua sendo o partido de maior preferência da população. O índice, que era de 25% em maio de 2008, saltou para 29% agora. Em seguida, vêm PMDB, com 8%; e PSDB, com 7%. O DEM, ex-PFL, tem apenas 1%.


Os números mostram que 59% dos entrevistados têm muita ou alguma simpatia pelo PT. Para 70%, o PT ajuda o Brasil a cerscer.


Encomendada pelo PT, a pesquisa mostra também um quadro de ampla aprovação popular ao governo Lula. A avaliação positiva do presidente (considerando os índices de ótimo, bom e regular positivo) chega a 87%. Para 60%, o Brasil melhorou nos últimos dois anos, enquanto 67% se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com o país.
O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, comemorou os resultados do levantamento.


“A pesquisa mostra um quadro muito positivo, pois o PT ampliou seu percentual de preferência partidária junto à população, com atributos positivos em vários aspectos. Nosso governo está com mais de 80% de aprovação. Isso mostra o acerto da condução partidária e das medidas de enfrentamento à crise mundial”, afirmou. Berzoini também destacou a subida de Dilma na sondagem eleitoral. "O desempenho da Ministra Dilma é consistente, levando-se em conta que boa parte da população não a conhece e não sabe ainda que Lula e o PT a apóiam. Vamos apresentar um Programa com mais avanços e novas conquistas para as eleições de 2010, para trabalhar a ampla aprovação da maioria da população ao projeto em andamento no país"
Veja abaixo os principais números da pesquisa, que tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais:


BRASIL
67% estão satisfeitos ou muito satisfeitos, igual a maio de 2008
27% estão insatisfeitos; 5% muito insatisfeitos
Para 60%, Brasil melhorou nos últimos anos
Para 14%, piorou
Para 56%, vai melhorar nos próximos 2 anos
Para 13%, vai piorar


PARTIDOS
Preferência

PT tem 29% da preferência partidária; alta de 4 pontos em relação a 2008 e de 10 pontos sobre 2004.
PMDB tem 8%; PSDB tem 7%; e DEM tem 1%
Eleitores sem preferência: 49%, queda de 15 pontos em relação a 2004 (64%) Rejeição
PT tem 8% de rejeição, estável em relação a 2008
PMDB tem 5%; PSDB tem 5%; e DEM tem 3%
67% não rejeitam nenhum partido, queda de 2 pontos em relação a 2008 (69%) Imagem
Primeiro partido que vem à cabeça: PT, 35%; PMDB, 24%; PSDB, 14%. AVALIAÇÃO DO PT
59% têm muita ou alguma simpatia pelo PT, aumento de 12 pontos sobre 2008
81% acham o PT forte ou muito forte, aumento de 5 pontos em relação a 2008
65% consideram positiva a atuação do PT na política, aumento de 5 pontos sobre 2008
Para 70%, o PT ajuda o Brasil a crescer, aumento de 5 pontos sobre 2008 Opiniões sobre o PT
É dinâmico e trabalhador: 75%, contra 69% em 2008
É moderno, com idéias novas: 75%, contra 69% em 2008
Deve ter candidato próprio à Presidência: 68%, contra 67% em 2008


GOVERNO LULA

Desempenho do presidente
Avaliação positiva: 87% (ótimo, bom e regular positivo), contra 84% em 2008
Avaliação negativa: 13% (ruim, péssimo e regular negativo), contra 15% em 2008 Melhores ações do governo
Programas sociais, 36%; política econômica, 19%; Educação, 8%; Habitação, 7%

ELEIÇÕES
Partido do próximo presidente
Para 34%, próximo presidente deve ser do PT Projeto de país
Para 73%, próximo presidente deve continuar com todas ou com a maioria das atuais políticas, contra 68% em 2008. Candidato apoiado por Lula
23% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
41% pode votar, dependendo do candidato
10% não votam
22% não levam isso em consideração

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE, 1º turno, estimulada

Cenário 1
Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)
Ciro, 23%; Dilma, 21%; Aécio, 18%; Heloísa, 10%; Branco/Nulo/NS, 18%

Cenário 2

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)
Serra, 36%; Dilma, 19%; Ciro, 17%; Heloísa, 8%; Branco/Nulo/NS, 19%
Comparativo: Em relação a maio de 2008, Dilma subiu 10 pontos; Serra caiu 10 pontos; e Ciro caiu 6 pontos.

Cenário 3
Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)
Dilma, 25%; Aécio, 20%; Heloísa, 16%; Brancos/Nulos/NS, 40%

Cenário 4
Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)
Serra, 43%; Dilma, 22%; Heloísa, 11%; Branco/Nulo/NS, 24%

Cenário 5

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB)
Serra, 48%; Dilma, 25%; Branco/Nulo/NS, 37% Rejeição
Heloísa, 17%; Aécio, 13%; Serra, 12%; Dilma, 11%; Ciro, 9%.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Assentados da Fazenda Ipanema comemoram 17 anos em Iperó



Uma Sessão Solene foi realizada na Câmara Municipal de Iperó na tarde desta sexta-feira (15/5) em comemoração aos 17 anos do assentamento de trabalhadores rurais na Fazenda Ipanema. O evento, organizado pelo Presidente da Câmara Municipal, vereador Sérgio Antonio Nery (PT), que foi um dos líderes da ocupação em 1992, contou com a presença dos deputados petistas Hamilton Pereira (estadual) e Arlindo Chinaglia (federal), do dirigente nacional do MST, Gilmar Mauro, além de lideranças estaduais e locais do movimento.Hamilton Pereira destacou a importância do assentamento de Iperó na formação de novas lideranças do Movimento e quebra do preconceito, na região de Sorocaba, em relação aos trabalhadores Sem Terra. “Quando chegaram aqui os trabalhadores Sem Terra para ocupar a Fazenda Ipanema houve preconceito, discriminação que grassou em toda a região”, lembrou. “Que bom verificarmos os resultados de hoje. Vocês deram o exemplo de como ocupar, produzir e abastecer as cidades. Esse exemplo nos dá argumento muito forte de que a Reforma Agrária é possível e é fundamental para o desenvolvimento do nosso país”, completou.Arlindo Chinaglia falou da importância de políticas desenvolvidas pelo Governo Lula, que têm colaborado para a prosperidade dos assentamentos de trabalhadores da agricultura familiar, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). “Quando falamos da produção de alimentos que serve a Iperó e à própria Paróquia que ajudou a trazer alimentos aos trabalhadores durante a ocupação, e hoje se serve da produção de Iperó, tem muito significado”, afirmou. Arlindo também falou sobre a importância do resgate de trabalhadores rurais que estavam afastados dos espaços de decisão. “O papel do assentamento de Iperó vai além das conquistas materiais e chega à história da cidade e da luta dos trabalhadores, sendo que um de seus exemplos é o próprio Sérgio Nery que chegou à Presidência da Câmara Municipal”, concluiu.O representante do Incra, Osvaldo Jr., destacou que a atuação do Movimento Sem Terra simboliza o “reerguer a cabeça do povo brasileiro”. “As lutas sociais permitem alargar o campo da política pública. Se não são as mobilizações sociais, as políticas não se alargam.”, salientou. Osvaldo também destacou que o ato deveria representar o repúdio à posição do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, pela criminalização da luta pela terra.O dirigente nacional do MST, Gilmar Mauro, lembrou que o MST completa 25 anos no Brasil. “Dia 13 completou 25 anos de conquista da Fazenda Pirituba, a Área 1, uma das primeiras, ainda no Governo Franco Montoro, a se realizar como assentamento no estado de SP”, afirmou. Ele também destacou que além do sonho da terra, do ponto de vista do indivíduo, o MST se concretizou como movimento e possibilitou recuperar a história da luta pela terra, recolocando a Reforma Agrária “na pauta e na ordem do dia”. Gilmar ressaltou ainda que há muito o que comemorar, porém a Reforma Agrária ainda não existe, mas sim políticas de assentamento. “Não há uma alteração da estrutura fundiária brasileira, que continua altamente concentrada e hoje não só concentrada no latifúndio tradicional, histórico, mas nos grandes grupos econômicos”, salientou. Para o dirigente do MST a Reforma Agrária deve envolver também a preocupação com a lógica de produção agrícola, voltada para a sustentabilidade do planeta.“É por essa razão que falar do MST e da experiência daqui é falar de mulheres e homens que estão produzindo não só a sua subsistência, mas novas formas de sociabilidade dentro do assentamento”, afirmou Gilmar. “É falar de milhares de pessoas que hoje estão estudando medicina, negros, pobres, que nunca tiveram oportunidade na vida e que hoje estão num banco de universidade porque esse movimento permitiu que ele não só tivesse o seu lugar pra produzir, mas resgatasse a sua dignidade e a sua auto-estima pra se transformar em sujeito político das transformações desse país”, concluiu.No início de julho o MST realizará uma jornada nacional na luta pela Reforma Agrária. Em São Paulo uma marcha será realizada de Campinas a São Paulo para recolocar o tema na pauta da sociedade.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

”Agora, crianças ficam chutando lata ou brigando”



Moradores reclamam dos CEUs


Mônica Cardoso, O Estado SP


Os Centros Educacionais Unificados (CEUs) foram criados com a proposta de ser um espaço de lazer e esporte a toda a comunidade que mora no seu entorno. O teatro das unidades foi pensado para reunir a maior parte das atividades culturais, como a projeção de filmes, espetáculos de dança, shows e peças de teatro. Os moradores, no entanto, dizem que o número de eventos está diminuindo desde a gestão anterior de José Serra (PSDB) e de Gilberto Kassab (DEM).
“Eu ia muito quando o CEU foi inaugurado. Uma vez por semana, eu assistia a algum filme”, diz a cabeleireira desempregada Raquel Elaine Barbosa, de 36 anos, que mora próximo ao CEU Butantã. A região não conta com nenhum teatro. O cinema mais próximo, no Shopping Raposo Tavares, está desativado para reforma. “E, mesmo assim, o ingresso é muito caro, em torno de R$ 18″, diz. “Antes, você não via nenhuma criança nas ruas durante o fim de semana. Agora, elas ficam chutando latas ou brigando.”
Sua vizinha, Adriana Marilaque Costa, de 32 anos, concorda. “Muitas vezes, o tema dos filmes não interessa e as crianças já os assistiram. O teatro é bonito, grande, cabem 400 pessoas, e tem uma boa estrutura”, diz. Adriana conta que havia uma maior divulgação da programação, até mesmo nos pontos de ônibus do bairro.
Na outra ponta da cidade, no CEU São Mateus, na zona leste, a situação é semelhante. “Muita gente da comunidade nunca tinha assistido a uma peça ou a um espetáculo de dança”, conta Laércio José de Souza, presidente da Associação dos Moradores do Jardim da Conquista. Ele terminou o ensino fundamental no CEU, em 2005. “Eu já assisti aqui a peças com (as atrizes) Tônia Carrero e Regina Duarte e a show com a (cantora) Alcione. Os espetáculos eram tão procurados que os ingressos se esgotavam em pouco tempo. Não era todo mundo que gostava ou entendia espetáculos de dança contemporânea, mas eu assistia a todos. O filme Carandiru, por exemplo, passou aqui antes de estrear nos cinemas”, conta Laércio.
Segundo o líder comunitário, os shows agora são feitos por artistas da própria comunidade, quando querem lançar um CD. “O governo constrói muitos prédios de CEU, mas não dá continuidade ao trabalho que já era feito.”
Público das atividades culturais dos CEUs cai 42% na gestão Kassab
Por mês, frequentadores das escolas passaram da média de 165 mil, na gestão Marta, para 96,4 mil, atualmente

Bruno Paes Manso - O Estado SP


A quantidade de pessoas que assistiu a sessões de cinema, peças de teatro, eventos musicais e outras atividades culturais nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo diminuiu 42% na gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) se comparada à frequência ao longo da administração de Marta Suplicy (PT). A queda de espectadores ocorreu apesar da ampliação da rede - de 21 para 42 unidades.
Entre agosto de 2003 e dezembro de 2004, quando Marta era prefeita, o público em eventos culturais nos 21 CEUs era em média de 165 mil pessoas por mês. Entre agosto e dezembro do ano passado, período escolhido pela assessoria da gestão Kassab, a média numa rede que na época tinha 32 CEUs diminuiu para 96,4 mil.
Os dados de público nas atividades culturais durante a administração de Marta Suplicy foram feitos em 2004 e entregues para a equipe de transição que viria a assumir a Secretaria de Cultura na administração de José Serra (PSDB). Os dados atuais são da Secretaria Municipal da Educação.
A diminuição na grade da programação cultural entre as duas gestões é uma das causas da redução de público. Em 2004, conforme o relatório feito pela equipe de transição, cada unidade dos CEUs tinha nove sessões regulares de cinema por semana, sendo seis para crianças e três para adultos. No ano passado, o cinema nos CEUs teve uma média de 330 exibições gratuitas por mês, o que significa cerca de 2 filmes por semana em cada CEU.
Na programação de teatros infantis, durante a gestão petista, havia oito apresentações mensais em cada CEU: duas sessões quinzenais às quintas-feiras e uma aos domingos. Na gestão Kassab foram realizadas 125 apresentações de teatro, música e circo ao longo de cinco meses nos 32 CEUs, o que não garante uma grade permanente de eventos para as escolas.
“É difícil comparar os dados porque não existe na Secretaria de Educação registro da frequência dos CEUs durante a administração petista. Outro fato importante a ser lembrado é que, quando assumimos, tivemos protestos de pessoas que trabalhavam em atividades culturais e que não recebiam havia meses. Mas o fundamental é comemorar que o projeto está sendo realizado e foi ampliado durante a atual gestão”, defende o secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider.
A professora Maria Aparecida Perez, que foi secretária municipal da Educação na gestão Marta, afirma que a atual administração não entendeu o projeto pedagógico dos CEUs, apesar da ampliação da quantidade de escolas na rede. “Os filmes, teatros e eventos culturais eram ações articuladas com as aulas, que faziam parte do currículo na busca de uma educação que ampliasse os horizontes. Não era mero entretenimento.”
A principal mudança estrutural ocorrida durante as duas gestões foi a mudança da responsabilidade de autoria da programação cultural dos CEUs: na gestão de Marta, era feita pela Secretaria da Cultura; quando Serra assumiu, a programação passou para as mãos da Secretaria da Educação, situação que permanece na gestão atual.
Na Agenda 2012 de Kassab, entre as metas da educação programadas até o fim da gestão, nada consta em relação ao aumento de atividades culturais nos CEUs. Mas Schneider garante que quer levar mais eventos para a rede, principalmente por meio de parcerias.
Originalmente pensados para atender as escolas municipais do entorno e a comunidade local, com o papel de dinamizar a cultura em bairros com poucas opções de lazer, além da missão pedagógica, os CEUs correm o risco de virar simples “escolões”, afirmam os críticos. “Um prédio grande e lindo não funciona sozinho. Tem de ter gente com projeto trabalhando nele. Não adianta ter o hardware sem o software “, diz Mirca Bonano, coordenadora cultural na gestão petista.
Celso Santiago, responsável pelos CEUs na Secretaria da Educação, diz que a atual administração busca contato mais próximo com a comunidade para saber os eventos que ela quer nas escolas. “Estamos descobrindo o gosto e as preferências das populações de cada região. A intenção é avançar.”


NÚMEROS


482 mil foi o público de eventos culturais entre agosto e dezembro do ano passado


2,8 milhões foi o público entre outubro de 2003 e dezembro de 2004


9 filmes por semana eram projetados em 2004, na gestão petista


2 filmes por semana eram projetados em 2008, na gestão Kassab

Campeão Paulista de 2009



Parabéns ao Corinthians pela legitima conquista do titulo paulista 2009 e aos demais times que fizeram a festa de campeões estaduais por todo o Brasil.

Flamengo, Cruzeiro, Atlético-PR, Goiás, Avaí, Vitória, Fortaleza e Sousa levantam as taças em seus estados.





Parabéns a todos!!!!



Em tempo: Ontem depois do jogo a comemoração corinthiana foi em frente ao "Bar do Espanhol/Iperó" bonita e merecida festa!!!!