sexta-feira, 20 de março de 2009

Manchete da FSP não corresponde à verdade

Como era de se esperar - e não seria diferente tratando-se...

Como era de se esperar - e não seria diferente tratando-se da Folha de S. Paulo - o título "Aprovação a Lula cai pela 1ª vez no segundo mandato", manchete interna do jornal, hoje, não corresponde à realidade constatada pela pesquisa Datafolha.Analisando-se o levantamento, constata-se que Lula subiu durante a crise e retomou, com melhora, a aprovação que obtinha antes dela. Lendo-se o material fica claro que esse título não corresponde ao resultado da pesquisa. Esta mostra que Lula e seu governo voltaram a ter não só a avaliação registrada antes do auge da crise, de 65% em novembro, como até subiram - o presidente e seu governo atingem agora 70%. Logo, Lula subiu durante a crise. Mas, com a divulgação da pesquisa como fez, o jornal procurou uma forma canhestra para ligar a crise à popularidade do governo ou a de Lula, ou mesmo à ação do governo. A aprovação a esta reduziu um pouco, mas a ação do governo continua sendo considerada como boa por 43% da população, regular por 36% e ruim por 13%. Em novembro, esses números eram 49% (boa), 30% (regular); e 9% (ruim).Da mesma forma que 55% dos brasileiros continuam a avaliar que o Brasil será pouco prejudicado pela crise - esse percentual era de 58% em novembro -, ainda que o número dos que acreditam que será prejudicado tenha subido de 20% para 31%.

Fonte: Blog do Zé Dirceu

Quando a educação não é prioridade -->

"Os alunos das piores escolas de 1ª a 4ª série...

"Os alunos das piores escolas de 1ª a 4ª série e do ensino médio na cidade de São Paulo perdem de duas a três aulas por dia (de um total de cinco) porque as unidades enfrentam uma série de problemas, que vão da falta d'água - que provoca a interdição dos banheiros - à ausência de professores. A situação ocorre desde o início do ano letivo, em 16 de fevereiro".O texto acima é a abertura da reportagem com o título "Piores escolas reduzem aula por falta de água", publicada hoje pela Folha de S.Paulo e, ao mesmo tempo, uma radiografia fiel da situação caótica em que está o ensino público paulista, herança de 14,5 anos de governos tucanos em São Paulo. A reportagem é o chamado "rescaldo" - termo jornalístico que significa repercussão, continuidade - da pesquisa do IDESP publicada no dia anterior e que faz o ranking das piores escolas e da situação do ensino no Estado. Esses últimos dados do IDESP, publicados pelos jornais de ontem, atestam que é muito ruim a situação do ensino no Estado, com os piores índices possíveis. O quadro estagnou no ensino fundamental e a melhora no ensino médio de 2007 para 2008 foi tão insignificante e ridícula que os especialistas em educação julgam difícil São Paulo atingir as metas estabelecidas para daqui a 21 anos, em 2030. Desculpa esfarrapada ou culpa de governos tucanos anteriores?
As escolas visitadas pela Folha de S.Paulo para a reportagem de hoje ficam no mesmo bairro paulistano, a Vila Brazilandia, onde também se localizam as duas escolas de 1ª a 4ª séries que mais pioraram, segundo o IDESP divulgado anteontem.
Na pior escola, segundo contaram os pais e constatou o jornal, há banheiros interditados, ratos no local, pombos no refeitório e uso de drogas. O quadro se torna ainda mais desalentador quando se observa que o governo Serra, através de sua secretária de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, se limita à surrada justificativa de que isso "não muda de um ano para outro", conforme publiquei ontem aqui nesse blog.
O problema secretária, é que os srs. tucanos, já estão no poder no Estado há 14,5 anos, governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, e a situação na educação só se deteriora ano a ano...
E 14,5 anos, sem contar mais os 12 anteriores, período em que o governo foi ocupado pelo PMDB - Franco Montoro, Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho - do qual boa parte migrou para o PSDB ou continua peemedebista, mas aliado a Serra (caso do grupo do ex-governador Quércia) e incrustrado na máquina do poder.
Fonte: blog do Zé Dirceu