O Diretório Estadual do partido aprovou resolução e calendário propondo a realização da Caravana Estadual do PT. O objetivo é organizar o partido, por meio da militância e dos movimentos sociais, para os desafios atuais e para a disputa de 2010, por meio de uma oposição mais intensa ao governo estadual do PSDB. As visitas de membros da Executiva às dezenove Macrorregionais do partido servirão à construção de um programa alternativo para o estado, com a participação de de debatedores e debatedoras de envergadura nacional e estadual, e com o envolvimento de personalidades regionais, vinculadas aos movimentos sociais, à academia/universidade, e aliados, entre outros.O processo das caravanas estará concatenado com o esforço de construção da agenda da ministra Dilma Rousseff no estado. Segundo a resolução, as caravanas cumprirão um importante papel de organização partidária, e de entrosamento das instâncias partidárias.
RESOLUÇÃO DO DIRETÓRIO ESTADUAL- CARAVANAS
São Paulo, 14 de março de 2009Mobilizar o PT para derrotar a direita em São Paulo e no Brasil O centro da conjuntura de 2009 é a crise econômica que, originada no núcleo do sistema capitalista mundial – os Estados Unidos –, se propagou por todo o planeta. Embora os impactos da crise não sejam da mesma natureza e magnitude em todos os países, a retração da atividade econômica e o aumento do desemprego são, hoje, fenômenos comuns a praticamente todos os países. As medidas adotadas pelo Governo Lula para enfrentar a crise estão no rumo certo: mais investimento público, mais mercado interno, mais Estado e mais integração continental. É o caso da redução da vulnerabilidade externa da economia, da criação de bases sólidas para a elevação do ritmo de crescimento econômico, da consolidação da estabilidade macroeconômica e dos significativos avanços na distribuição da renda e na ampliação do mercado interno, mediante o aumento do emprego, a elevação do salário real e os programas de transferência de renda. Embora tudo isso não impeça, - principalmente em uma economia mundial globalizada e desregulamentada, como a atual -, que sejamos afetados pela crise, sem dúvida, aumenta nossa capacidade de absorção de seus efeitos e cria condições favoráveis para uma subseqüente retomada do crescimento. A retração da demanda externa, a diminuição dos preços de produtos relevantes na nossa pauta de exportações, a redução das linhas de financiamento externo e as mudanças nas expectativas dos empresários e consumidores, produziram, no último trimestre de 2008, efeitos negativos sobre nossa economia.O governo Lula reagiu com firmeza aos impactos da crise. A estratégia do governo Lula de enfrentar a crise com uma visão anticíclica, - buscando, ao mesmo tempo, amortecer seus impactos e pavimentar o caminho para a retomada, em outro patamar, do processo de crescimento -, manifesta-se em inúmeras medidas, como na decisão de aumentar em R$ 100 bilhões os recursos do BNDES para financiar investimentos, na manutenção e ampliação do programa de investimentos da Petrobrás; na criação do Fundo Soberano; e no fortalecimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).Manifesta-se também nas medidas adotadas para preservar a demanda interna e proteger os setores de menor capacidade econômica: na redução do IPI do setor automotivo, do IOF das operações de crédito e do Imposto de Renda da Pessoa Física; na proposta de construção de 500 mil casas populares, bem como no aumento do salário mínimo em mais de 6% acima da inflação e na preservação dos benefícios do Bolsa-Família. Destoa, nesse contexto, a postura do BC, que demorou demasiadamente para reduzir a taxa Selic e não atua de forma decidida para induzir a redução do spread bancário. A disputa política no país deve ser concentrada na gestão da crise. A liderança política do presidente Lula, cada dia mais consolidada, será questionada pela maneira como o governo enfrentar os desafios de uma conjuntura econômica mundial, muito mais difícil e complexa do que a vivida pelo país desde o pós-guerra. A disputa que se travará em 2010 será entre dois projetos. De um lado, as forças progressistas e de esquerda, que querem dar continuidade à ação do governo Lula, reduzindo desigualdades sociais e regionais, ampliando o investimento público, fortalecendo o papel indutor e planejador do Estado, gerando empregos e distribuindo renda, fortalecendo a saúde, a previdência e o ensino público, exercendo uma política externa que fortalece a soberania e a integração continental. De outro lado, as forças neoliberais, conservadoras e de direita, que, de 1990 até 2002, privatizaram, desempregaram e arrocharam o povo brasileiro, implementando em nosso país as mesmas políticas que estão na raiz da crise mundial. Construir 2010 desde já O PT de São Paulo, consciente de sua responsabilidade frente às tarefas da conjuntura, propõe a realização da Caravana Estadual do PT, cujo objetivo é o de organizar o partido para as tarefas atuais da conjuntura e para a disputa de 2010, combinando intensificação, fortalecimento/aumento do tom à oposição ao governo estadual do PSDB e a construção de nosso projeto – estadual e nacional. As caravanas também serão responsáveis por iniciar o processo de construção de um programa alternativo para o estado. Este processo de caravanas também estará concatenado com todo o esforço de construção da agenda da companheira Dilma Rousseff no estado.Neste sentido, a Caravana Estadual do PT, composta pelos membros da Executiva, terá por objetivo apresentar e debater nossas resoluções políticas e avaliações de conjuntura para cada região do estado, priorizando e dando ênfase à apresentação da Agenda de Enfrentamento da Crise, elaborada pela direção estadual e bancada de deputados, lançada no mês de fevereiro.Ao mesmo tempo, as caravanas cumprirão um importante papel de organização partidária, e de entrosamento das instâncias: municipais, regionais e estadual.Neste importante esforço da direção de levar o debate político às regiões, a proposta é que convidemos debatedores e debatedoras de envergadura nacional e estadual, do campo democrático e popular, prestigiando assim o debate sobre o quadro político-econômico e as tarefas do PT. A intenção também é a de envolver figuras regionais, identificadas com a posição defendida pelo PT, vinculadas aos movimentos sociais, academia/universidade, aliados, entre outros.A proposta é que cada Caravana seja um acontecimento político, com a participação de companheiros e companheiras de todas as direções municipais do estado, diretórios municipais e comissões provisórias. A intenção é mobilizar os representantes de nossa frente institucional – prefeito, vices, vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, como também a militância que está organizada nos movimentos sociais – sindical e popular, e, por fim, os filiados e filiados de nosso partido.Em cada região, a proposta é que esse esforço seja acompanhado das forças sociais locais, em especial as que têm relação ou simpatia ao nosso projeto, e, ao mesmo tempo, ocupar o espaço na mídia regional. Uma questão que deve ser priorizada é um plano de mídia, em especial, nas cidades que têm cobertura de TV.