segunda-feira, 6 de abril de 2009

Prefeito de Osasco busca apoio


Visto como plano ‘B’, Emidio de Souza roda Estado

Clarissa Oliveira - O Estado SP

Enquanto o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci aguarda uma posição do Supremo Tribunal Federal (STF) para dar a largada nas articulações para 2010, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, não perde tempo. Citado corriqueiramente no PT paulista como “plano B” para o caso de a candidatura de Palocci naufragar, Emidio diz que está determinado a conseguir a cabeça de chapa. “Meu nome apareceu como alternativa e acho que está se transformando em plano A”, afirma o prefeito.

No PT desde a fundação do partido, no início dos anos 80, Emidio foi vereador e deputado estadual, antes de se eleger prefeito de Osasco pela primeira vez, em 2004. Em 2006, mesmo ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reelegeu, ele conseguiu renovar seu mandato.
Mostrando-se despreocupado em deixar o cargo no meio do mandato, se conseguir viabilizar a candidatura ao governo, ele já começou a rodar o Estado em busca de apoio. A prioridade, por enquanto, é conversar com dirigentes partidários e buscar apoio de prefeitos petistas.
Os encontros têm sido frequentes. Somente nas últimas semanas, Emidio encaixou em sua agenda visitas a Sorocaba e Campinas, e a vários municípios da Baixada Santista e da Grande São Paulo. Ele também tem conversado corriqueiramente com deputados estaduais e federais. Em todos os casos, aproveitou os encontros para articular sua pré-candidatura.

Aliado tradicional do deputado João Paulo Cunha (SP), Emidio é apontado por setores do PT como a principal carta na manga do parlamentar, para garantir seu espaço nas negociações para 2010. Até os que se dizem favoráveis ao nome do prefeito reconhecem que, fora de Osasco, ele é muito pouco conhecido do eleitorado.
Em resposta, Emidio investe na tese de que o fato de ser citado entre os cotados para a eleição deve-se justamente à dificuldade que o PT enfrenta para encontrar um candidato natural para a vaga. “O PT precisa de nomes novos”, diz Emidio. Marta Suplicy, que até o ano passado era apontada como provável integrante da disputa, saiu enfraquecida da eleição de 2008. Já o senador Aloizio Mercadante (SP), que concorreu em 2006, diz que a prioridade é renovar seu mandato.

Apesar de dizer que pretende trabalhar pela candidatura, Emidio nega qualquer plano de enfrentar Palocci numa eventual disputa interna do partido. Otimista, ele diz acreditar que o PT escolherá seu candidato para o Palácio dos Bandeirantes por consenso. “Esta escolha acontecerá sem prévia”, diz o prefeito. E a preferência por seu nome, diz, virá com o aval do presidente Lula.

O nome de Palocci é consenso no PT, mas já tem plano B



Petistas querem que Palocci ignore Supremo

Clarissa Oliveira - O Estado SP

Setores do PT empenhados em articular o nome do ex-ministro Antonio Palocci ao governo paulista em 2010 começaram a pôr em prática uma campanha para que ele admita o interesse em disputar e dê o sinal verde para os preparativos da corrida eleitoral. Preocupados em garantir seu próprio espaço nas negociações, petistas que endossam Palocci querem convencê-lo a ignorar o caso que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), pela quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa.O clima de ansiedade deve-se à avaliação de que, se o Supremo demorar demais a julgar o caso, aumenta o risco de perder espaço para outros interessados em disputar o Palácio dos Bandeirantes. O maior temor, entretanto, é o de que o ex-ministro simplesmente desista de concorrer.

Palocci, conforme revelou o Estado, foi apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como seu favorito para a vaga, em conversa com o senador Aloizio Mercadante (SP) a bordo do Aerolula. O ex-ministro da Fazenda tem sido cauteloso. Em conversas com dirigentes petistas, diz que prefere não “provocar” ministros do STF.
A ideia de firmar o quanto antes o nome de Palocci vem ganhando força, por exemplo, em setores da corrente petista Novo Rumo para o PT, que reúne diversos parlamentares ligados à ex-ministra Marta Suplicy.

Palocci tornou-se a principal opção do time de Marta após a ex-ministra sair derrotada da eleição pela prefeitura paulistana. Preocupados em ter um candidato alinhado a seu grupo, martistas querem barrar o avanço de outros possíveis nomes, como o do ministro da Educação, Fernando Haddad.

“Palocci é o melhor nome. Não foi sequer aceita a denúncia contra ele. Não há nenhum motivo para ficar com essa expectativa”, diz o deputado Carlos Zarattini (SP), que coordenou a campanha de Marta em São Paulo. “Temos que colocar a campanha na rua.”
No fim de 2008, o STF chegou a incluir na pauta a análise da denúncia contra Palocci, mas adiou a votação. Na época, o presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, chegou dizer que decidiria se aceita a denúncia até fevereiro. Os meses se passaram e o assunto continua fora da pauta.

“O ministro Palocci tem condições de ser um aglutinador. Se demorar muito, vamos perdendo terreno”, observa o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP). Também membro da corrente, o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), desconversa sobre as intenções de Palocci de concorrer. “Sou amigo pessoal do Palocci e nunca o ouvi dizer que é pré-candidato.”

FRASES

Carlos Zarattini Deputado

“Palocci é o melhor nome. Não foi sequer aceita ainda a denúncia contra ele. Não há nenhum motivo para ficar com essa expectativa”

Devanir Ribeiro Deputado

“Se demorar muito, vamos perdendo terreno”

Cândido VaccarezzaLíder do PT Câmara
“Nunca o ouvi (Palocci) dizer que é pré-candidato”

Lançado plano para reformular a Flona nos próximos meses

A Floresta Nacional de Ipanema (Flona), em Iperó, deve passar por reformulação e revitalização nos próximos meses. O objetivo é melhorar a estrutura de visitação do espaço, fomentando a conscientização, preservação e educação ambiental. Além disso, será lançada nas próximas semanas uma campanha para a escolha de um mascote para a unidade. As novas propostas de gestão da Flona foram divulgadas ontem pela chefia da Floresta, num encontro entre a imprensa, poder público e privado da região.

De acordo com o chefe da Flona, Alexandre Zanarini Cordeiro (FOTO), desde 2006 o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - criado pelo Governo Federal - tem por objetivo revitalizar e preservar as unidades de conservação do País. Por conta disso, uma proposta de revitalização da Flona - que é uma unidade de uso sustentável - passou a ser projetada.
O objetivo, destacou ele, é criar mecanismos de preservação dos 5 mil hectares de remanescente de Mata Atlântica, através de ações ambientais, e simultaneamente fomentar a visitação no local, patrimônio histórico-cultural da humanidade. Segundo Cordeiro, além da fauna e flora, o patrimonio histórico da Flona devem ser preservados, assim como seus recursos hídricos.
Nós temos aqui concentrados todos os animais na lista de predadores, exceto a onça-pintada, além de 193 nascentes. Isso evidencia a saúde da floresta. Precisamos instalar políticas públicas para que seja preservada e mais, que os ‘proprietários, que somos nós, possamos utilizar esse espaço, destacou.

As medidas de revitalização e preservação do espaço já começaram a ser tomadas. De acordo com o chefe da Floresta, os 35 funcionários da Flona já passaram por cursos de reciclagem, as trilhas existentes para utilização de turistas começaram a passar por manutenção.
Atualmente não temos disposição de sanitários suficientes para atender um número elevado de visitantes, mas já estamos captando recursos para ampliar o número de banheiros e em breve estaremos prontos. A intenção é que a comunidade ao redor da floresta resgate o sentimento de que isso aqui lhes pertence, afirmou.

E o mascote?

Como forma de aproximação com o público será lançada nas próximas semanas a campanha de escolha do mascote da Flona. Intitulada Qual é o bicho?, a campanha será realizada nos quatro municípios que fazem parte da Floresta (Capela do Alto, Iperó, Araçoiaba da Serra e Sorocaba).
O objetivo é que o público escolha o animal que será símbolo da Flona. Uma comissão estuda quais serão os candidatos, por enquanto, há quatro propostas, como a jaguatirica e o urubu-rei (ameaçados de extinção no Estado), o lagarto teiú e a cascavel (devido ao grande número existente na Flona).

Se a Justiça Eleitoral permitir, queremos instalar uma urna eletrônica em cada uma das quatro cidades para que a comunidade escolha nosso animal representante, afirmou Cordeiro. A eleição deverá acontecer entre o dia 20 de maio - dia de instalação da Flona - e 5 de junho, próximo, dia mundial do meio ambiente. Informações (15) 3266.9090.
FONTE: Leila Gapy /Notícia publicada na edição de 04/04/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 2 do caderno B - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h. ACESSE : http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=36&id=174247

Francisco de Oliveira: Está é a primeira crise da globalização

A crise que aí está é a primeira da globalização, não a primeira global, pois de há muito todas as crises produzidas no centro do sistema propagam-se imediatamente. Uma crise da globalização é diferente: ela pode ser gestada nas periferias do sistema, atingir o centro e daí propagar-se. Teoricamente, ela é uma crise clássica na interpretação marxista: é de realização do valor, mas aqui está sua novidade: a produção do valor se dá na China e sua realização nos EUA. É no que pode dar a assimetria entre os 10% de crescimento da China e os modestos 3 a 4% dos EUA.Nos últimos vinte anos, o capitalismo mundial experimenta uma violentíssima expansão: 800 milhões de trabalhadores foram transformados em operários entre a Índia e a China, e em todos os países do vastíssimo arco asiático. Ficaram de fora nessa verdadeira revolução capitalista, a África, como sempre, e praticamente toda a América Latina.Uma ampliação quase sem precedentes na história mundial das fronteiras da mais-valia. Descentralidade do trabalho? Vade retro! Com certeza, quem escreve e quem lê estão calçando um tênis e usando um relógio digital produzidos nessa nova fronteira. Isto quer dizer em teoria do valor que o custo de reprodução da força de trabalho nos países que importam tais bens de consumo foi drasticamente reduzido, sem a contrapartida de um aumento do salário monetário das suas classes trabalhadoras; Robert Kurz já os chamou, faz tempo, “sujeitos monetários sem dinheiro”.Flynt (GM), Dearborn (Ford) e toda Detroit são hoje cidades fantasmas, casas abandonadas, com desempregos duas vezes superiores à taxa nacional norte-americana, e uma cena medieval diária, inimaginavel na América das oportunidades: trabalhadores em filas recebendo refeições; ao invés de Lutero e Calvino, São Francisco de Assis.Atenção: esta revolução nos mercados de trabalho mundiais não poderia ter sido feita sem uma pesada mudança técnico-científica nos métodos e produtos. O relógio digital que se descarta é banal porque produzido por uma enorme infra-estrutura técnico-científica que tornou as imensas reservas de mão-de-obra baratíssimas. A China hoje tem mais estudantes de curso universitário que os EUA, e mais pós-graduandos que o total de estudantes universitários do Brasil.Nos EUA isto significou que a não-contrapartida em salário monetário deixou um buraco nas contas dos consumidores e das famílias, que no boom da especulação imobiliária tinham adquirido a casa dos seus sonhos. Cujos empréstimos os norte-americanos imediatamente deixam de pagar, abandonam as casas e vão morar nos trailers de seus carrões, estacionados à noite nos parkings, onde dormem. E os bancos e financeiras hipotecárias deixaram até de cobrar, porque o crédito novo, obtido através do FED e dos empréstimos chineses, era mais barato do que cobrar dos inadimplentes.A oferta de dinheiro barato, as subprimes, veio das aplicações chinesas em títulos do tesouro americano, cujo FED deixou os bancos privados expandirem o crédito para além de qualquer critério. Já em março de 2005, Ben Bernanke, então importante economista de Princeton, alertava para o risco da utilização dos empréstimos chineses para financiar os pesados gastos das famílias norte-americanas, em hipotecas de casas e carros. Ben é hoje o todo-poderoso presidente do FED, e de crítico converteu-se em administrador da bancarrota (citado em Mark Landler, “Somente os bolsos chineses se enchiam” Folha de S.Paulo, 5/jan/2009, artigos selecionados do The New York Times).

*Francisco de Oliveira é Professor Emérito da FFLCH-USP.

As elites e o “fardo do homem branco”




Lula em encontro com Gordon Brow em 26 de Março de 2009: É uma crise causada e fomentada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis que, antes da crise, pareciam que sabiam tudo e que agora demonstra não saber nada.

Gordon Brown: [silêncio constrangedor]

Lula respondendo as críticas de um repórter inglês: Como eu não conheço nenhum banqueiro negro ou índio, eu só posso dizer que essa parte da humanidade que é a mais, eu diria, vítima do mundo pague por uma crise. Não é possível

Carlos Alberto Sardenberg na Rádio CBN em 27 de Março: O presidente foi infeliz, achou que estava num comício com metalúrgicos e acabou criando uma situação de muito constrangimento para o país, foi reprovado pela imprensa internacional [...] não é um fato isolado, ele sempre faz isso.

Bom Dia Brasil em 27 de Março: O primeiro ministro britânico ficou visivelmente constrangido.
Boris Casoy: isto éee uma vergonha, repito...!

Globo.Com: O Finacial Times diz que Brow tentou se distanciar fisicamente de Lula, quando ouviu tal declaração.

Globo.Com: Lula fomenta questão racial

Presidente Obama: Esse é o cara!

Argemiro Ferreira, Carta Maior: ...não consigo deixar de pensar na humilhação de FHC, o farol de Alexandria, que se orgulha de ter feito tanto para enfeitar a imagem de seu país aos olhos dos ricos do mundo.

Carta Maior referindo-se a um artigo do Times: Por que é tão engraçado um operário, torneiro mecânico, ser presidente? Por que é tão divertido Lula dizer o que bilhões de pessoas pensam hoje? Aposto que não ia parecer piada se parentes de vocês estivessem morrendo de cólera porque em Nova York um banqueiro irresponsável decidiu brincar de roleta e falir o país deles.
FONTE: BLOG BAH! CAROÇO/ Fábio Cassimiro