quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Pratos vazios, o futuro da agricultura

Em especial na Science, cientistas pedem mudanças radicais na produção agrícola, de modo a suprir a demanda por alimentos em um cenário com população crescente, falta de áreas cultiváveis e aquecimento global

A estimativa é que a população mundial chegue a 9 bilhões em 2050. Mas, enquanto o número de pessoas não para de crescer, o mesmo não se pode dizer do total de áreas cultiváveis, de água potável e de outros recursos fundamentais para a sobrevivência humana.

A edição desta sexta-feira (12/2) da revista Science aborda o tema da segurança alimentar em uma seção especial, com reportagens e artigos produzidos por dezenas de cientistas de diversos países. As conclusões não são boas.

Mesmo com os avanços científicos e nas tecnologias agrícolas, o número de pessoas desnutridas já passou do 1 bilhão. Em um cenário como esse, como fazer para alimentar o mundo sem exacerbar problemas ambientais e, ainda por cima, tendo que lidar com a questão das mudanças climáticas?

Para o painel de cientistas que participou do especial, a resposta está na adoção de medidas radicais na produção de alimentos. Os pesquisadores pedem aos líderes mundiais que "alterem dramaticamente suas noções a respeito de agricultura sustentável de modo a prevenir uma fome de dimensões catastróficas até o fim deste século entre os mais de 3 bilhões de pessoas que vivem próximas à linha do equador", destacam.

Os pesquisadores clamam que os governantes "superem os conceitos populares contra o uso da biotecnologia agrícola", particularmente com relação a culturas modificadas geneticamente, de modo a produzir mais em piores condições, e que os países tomem como base de suas regulações no setor os
mais avançados trabalhos científicos.

"Estamos diante de uma queda de 20% a 30% na produção agrícola nos próximos 50 anos nas principais culturas entre as latitudes do sul da Califórnia e da Europa e a África do Sul", disse David Battisti, professor da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e um dos cientistas que participaram do
especial na Science.

A produção nas mais importantes culturas agrícolas declina drasticamente quando as temperaturas médias passam dos 30º C, apontam. E as projeções são de que o fim do século, nas regiões tropicais e subtropicais, será de temperaturas mais elevadas do que as mais altas registradas atualmente.

"Estamos cada vez mais preocupados por não saber o que é preciso fazer para alimentar uma população crescente em um mundo que não para de se aquecer", disse Nina Federoff, conselheira para ciência e tecnologia da secretária de estado norte-americana, Hillary Rodham Clinton, outra autora do especial.

Mesmo sem o fator aquecimento global, segundo Battisti, alimentar uma população que crescerá 30% em 40 anos seria um desafio imenso. "Precisaríamos dobrar a produção atual de grãos nos trópicos", disse. O problema, afirma, é que o clima mais aquecido reduzirá a produtividade, uma vez que a temperatura elevada reduz a eficiência do processo fotossintético.

Os cientistas estimam que o aumento na temperatura, a queda nas chuvas e o aumento da ação de pestes e patógenos poderão derrubar a produção de alimentos nas regiões tropicais e subtropicais do planeta em pelo menos 20% até 2050. Ou seja, mais gente com muito menos comida.

Os outros autores do especial destacam medidas para tentar enfrentar a situação, tais como desenvolver sistemas que permitam produzir mais com menos terra, energia ou água e reduzir a poluição associada com os pesticidas agrícolas.

Battisti aponta que a chamada "revolução verde" na agricultura resultou em um aumento de 2% na produção anual nos últimos 20 anos, especialmente por meio do uso de novas variedades de plantas e do melhor uso da fertilização e da irrigação.

Mas, apesar desses avanços, há pouca - ou mesmo nenhuma, em muitos lugares - nova terra disponível para plantio. Por conta disso, mais inovações são necessárias para lidar com esse panorama adverso.

"Precisamos de muitas ideias criativas, de um melhor casamento entre biotecnologia e agricultura e de melhor coordenação entre esforços públicos e privados por todo o mundo. Temos que pensar nas demandas de longo prazo por alimentos e nas ramificações ambientais e sociais de como iremos produzi-los" , disse Battisti.

O artigo Radically Rethinking Agriculture for the 21st Century, de Nina

Federoff, David Battisti e outros (10.1126/science. 1186834), pode ser lido

por assinantes da Science (Vol. 327, 12/2/2010) em www.sciencem.ag.org

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Novo presidente toma posse no PT de Iperó

Hamilton Pereira participou da solenidade e do caráter plebiscitário que terá as eleições de 2010

O deputado estadual Hamilton Pereira (PT) participou na noite de quarta-feira (10/2) da solenidade de posse da nova direção executiva do PT de Iperó. O parlamentar compôs a mesa ao lado do presidente da Câmara Municipal, Sérgio Nery, do ex-presidente do diretório municipal, Renato Américo, do presidente empossado, Luis Alberto Popste, e do vice-presidente, Lino Leandro de Barros.

Hamilton Pereira afirmou que a eleição do presidente Lula é uma vitória do Partido, mas alertou para o fato de que a militância não deve se esquecer das dificuldades enfrentadas até que se alcançasse essa ‘conquista histórica'. "Lula é o primeiro presidente da república operário do Brasil e da América Latina", salientou Hamilton. "Muito preconceito foi enfrentado antes e mesmo depois da eleição de Lula", comentou.

Segundo o deputado o papel da militância é mostrar para a sociedade que a disputa a ser travada em 2010 é de dois projetos diferentes. "O Governo Lula tirou 4 milhões de brasileiros da linha de pobreza e outros 32 milhões ascenderam socialmente", defendeu Hamilton. "Já no estado de São Paulo, em 26 anos, o mesmo grupo político do qual faz parte o PSDB dilapidou o patrimônio público, temos um déficit habitacional de 800 mil moradias", completou.

O deputado lembrou ainda a projeção internacional que o presidente Lula tem garantido ao Brasil e sua defesa ‘intransigente' de que a criação de um fundo de combate à fome deve ser bandeira obrigatória em todas as convenções internacionais. "A crise econômica do final de 2008 foi o exemplo claro do fracasso da política neoliberal", afirmou Hamilton. "E nós não podemos permitir, de forma alguma, um retrocesso nesse processo que é fruto de 30 anos de construção de uma política de desenvolvimento com inclusão social", concluiu.


Sérgio Nery, que também apontou a eleição de Dilma Roussef como prioridade do Partido para 2010, lembrou ainda a necessidade de o PT eleger uma grande bancada de deputados estaduais e federais, assim como é importante para a região retomar uma cadeira na Câmara Federal através da eleição de Iara Bernardi. O vereador apontou ainda os avanços do Partido no legislativo iperoense, anunciando que em março deverá acontecer concurso público para contratação de funcionários próprios para a Câmara Municipal.

O vice-presidente eleito do Diretório Municipal lembrou que o partido reúne, localmente, representantes dos movimentos sociais, sindical e estudantil, entre outros. Segundo Lino, essa pluralidade tem garantido ao PT local condições de representar os interesses da sociedade de maneira abrangente. Ele também reforçou que as eleições representarão uma disputa de projetos. "Vamos trabalhar contra um projeto representado pelos que chamam de bolsa esmola, o maior programa de transferência de renda do mundo, que é o Bolsa Família", disse.

O presidente eleito fez diversos agradecimentos e apresentou alguns planos para o PT local como ampliar a bancada de vereadores petistas e chegar à Prefeitura em 2012. "Não vai ser fácil, mas vamos trabalhar muito para isso", afirmou Luis. Segundo ele, iniciativas necessárias para alcançar o objetivo de 2012 são: ampliar a presença do Partido nos movimentos sociais, criar os núcleos de bairro, manter a unidade partidária, construir uma política de alianças e aumentar o número de filiados.

"Eu e minha família somos testemunhas dos benefícios que o Governo Lula tem trazido para a população", afirmou Luis, referindo-se ao fato de o pai ser aposentado e receber salário mínimo, reajustado em 53,5% durante o Governo Lula. O presidente eleito também conseguiu um diploma de ensino superior através do Prouni. "Por isso, vamos dar o melhor de nós para continuar esse projeto", concluiu.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PT, 30 anos militante pelo Brasil

O PT completa hoje 30 anos. No dia 10 de fevereiro de 1980, gente das mais diferentes origens reuniu-se no colégio Sion, em São Paulo, para tomar a decisão que mudou a história política do Brasil. O PT na origem era um pequeno partido, com uma imensa vontade de crescer. O PT de hoje governa o Brasil, cinco Estados e mais de 500 prefeituras. Homenageamos todos os que tiveram a coragem de tomar essa decisão. Especialmente os que pagaram com a vida a determinação de lutar.

Três décadas construindo a democracia no Brasil, trajetória construída paulatinamente e marcada por luta pelos direitos sociais, defesa dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional e da integração latino-americana. No 30º aniversário, celebramos um partido democrático, popular e socialista que soube unir setores diferentes da esquerda democrática num projeto transformador da sociedade brasileira.

A ousadia de fundar um Partido dos Trabalhadores ocorreu num momento em que o sistema político bipartidário da ditadura estava esgotado, quando as lutas sociais, clamando por mudanças, exigiam novas opções partidárias. Sofremos críticas sobre supostas divisões no campo democrático, mas o tempo encarregou-se de confirmar a importância histórica do projeto do PT. Um partido que nasceu com um projeto de uma nova democracia política, oriundo das lutas sindicais e populares para construir um país justo e democrático, defensor de nossa soberania, de nossas riquezas e do interesse público.

A militância superou os desafios da montagem da estrutura do partido, enfrentando a legislação draconiana do governo militar. O partido cresceu de maneira orgânica e amadureceu até chegar à compreensão plena da importância estratégica das alianças, decisivas para quem quer realizar um projeto transformador.

Em sua trajetória histórica, como ente coletivo, o PT refletiu e mudou, mas nunca mudou de lado, como mostram as conquistas do governo Lula. Temos hoje 1 milhão e 300 mil filiados que acreditam no projeto e militam para que ele prossiga.

Um traço dessa história militante do PT é a capacidade de apontar para o partido e para a sociedade objetivos ousados, porém plausíveis. O crescimento do PT resultou de sua capacidade de construir suas teses a partir das lutas reais do povo. Como na Constituinte de 1987, uma pequena bancada de 16 deputados e nenhum senador se agigantou apoiada na mobilização popular.

Ao longo de sua trajetória, o PT soube usar essa característica para, com seus militantes, mobilizar e conquistar. Empunhamos bandeiras históricas, como a da luta pela terra, pela saúde, pela educação, pelo emprego, pelos direitos humanos, pela integração continental, pela defesa das minorias e contra a discriminação. Assim, superamos o dilema de ser partido de massas ou de quadros e nos fortalecemos como canal de representação e de participação de milhões de brasileiros.

Trinta anos de ampliação dos espaços de cidadania, rompendo com modelos populistas e com as fórmulas prontas -algumas importadas- para os problemas nacionais. Reinventamos o funcionamento do partido com as cotas de mulheres nas direções, os setoriais temáticos e as eleições diretas partidárias, o PED. O PT sempre valorizou o conceito de militância, grande insumo de nossa renovação.

Dessa forma avançamos, chegamos às prefeituras e aos governos estaduais, ampliamos as bancadas parlamentares e as bases sociais, até a vitória histórica de Lula em 2002. As grandes bandeiras de nossa luta foram materializadas no governo Lula, que colocou o Brasil no rumo da redução acelerada das desigualdades sociais e regionais, ampliando a renda interna, gerando um mercado de massas, criando empregos e políticas públicas transformadoras, arquivando a teoria do Estado mínimo, que tantos males causou ao Brasil.

O governo do PT mudou a imagem do país, levando-o a um novo patamar no cenário mundial. Lula é referência internacional.

Nossos militantes, com os partidos aliados, preparam-se agora para construir um programa que garanta as mudanças implementadas pelo governo Lula, aprovadas por mais de 80% da população, e apresente novas metas ao povo brasileiro. Desejamos consolidar o projeto democrático popular colocado em prática pelo governo Lula, mas aprofundando e acelerando os avanços conquistados.

Aos 30 anos, o PT olha para sua história com o orgulho de quem ajudou a construir a democracia e hoje lidera o governo mais popular da história do Brasil. Mas olhamos para a frente com a humildade de quem sabe que na política cada desafio vencido abre dezenas de novas responsabilidades.

Viva o PT!



JOSÉ EDUARDO DUTRA, 52, geólogo, ex-senador da República (PT-SE), ex-presidente da Petrobras, é o novo presidente do PT.



RICARDO BERZOINI, 50, bancário e deputado federal (PT-SP), conclui hoje seu mandato de presidente do PT

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

CONVITE


COMEMORAÇÃO DE 30 ANOS DO PT E POSSE DA NOVA EXECUTIVA DO DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PT/IPERÓ.

DATA: DIA 10 DE FEVEREIRO 2010 (PRÓXIMA QUARTA- FEIRA)

LOCAL: SINDICATO DOS METALURGICOS/ SEDE IPERÓ (AO LADO DA IGREJA MATRIZ / SANTO ANTONIO)

HORAS: 19H

EVENTO: APÓS A POSSE DA NOVA EXECUTIVA HAVERÁ CHURRAQUINHO , REFRIGERANTES E CERVEJAS A PREÇOS CONVIDATIVOS

CONFIRME SUA PRESENÇA POR EMAIL, TORPEDO OU TELEFONES.

TEL1: 9733-5553 RENATO
TEL2: 9617-6554 LUIZINHO



SAUDAÇÕES PETISTAS!!!!










quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pesquisa CNT/Sensus


Cenário com Ciro em 11-14.dez.2009 e em 14-17.jan.2010


José Serra (PSDB) – 39% > 34% (caiu 5 pontos)

Dilma Rousseff (PT) – 18% > 27% (subiu 9 pontos)

Ciro Gomes (PSB) – 17% > 11% (caiu 6 pontos)

Marina Silva (PV) – 8% > 6% (caiu 2 pontos)

Indecisos, brancos e nulos – 18% > n.d. (variação?)






Cenário sem Ciro em 11-14.dez.2009 e em 14-17.jan.2010

José Serra (PSDB) – 46% > 38% (caiu 8 pontos)

Dilma Rousseff (PT) – 21% > 29% (subiu 8 pontos

Marina Silva (PV) – 11% > 8% (caiu 2 pontos)

Indecisos, brancos e nulos – 23% > n.d. (variação?)


A pesquisa Vox Populi entrevistou 2.000 pessoas em todas as regiões do Brasil e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais